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sexta-feira, 12 de junho de 2026

México abre a Copa do Mundo com autoridade e derrota a África do Sul diante de sua torcida

O México começou a Copa do Mundo de 2026 com o pé direito. Diante de mais de 80 mil torcedores no histórico Estádio Azteca, na Cidade do México, a seleção anfitriã venceu a África do Sul por 2 a 0 na partida de abertura do Grupo A e assumiu a liderança da chave.

A festa mexicana começou cedo. Aos oito minutos do primeiro tempo, Julián Quiñones aproveitou uma falha da defesa sul-africana para abrir o placar e marcar o primeiro gol do Mundial. Empurrado pela torcida, o México manteve o controle da partida e criou outras oportunidades antes do intervalo.

Na segunda etapa, a situação da África do Sul ficou ainda mais complicada após a expulsão de Sphephelo Sithole. Com um jogador a mais, os donos da casa aumentaram a pressão e chegaram ao segundo gol aos 67 minutos, quando Raúl Jiménez balançou as redes de cabeça para confirmar a vitória mexicana.

O confronto também ficou marcado pelo excesso de cartões vermelhos. Além de Sithole, a África do Sul perdeu Themba Zwane, expulso nos minutos finais. Pelo lado mexicano, César Montes recebeu cartão vermelho nos acréscimos. Ao todo, foram três expulsões, um recorde para partidas de abertura de Copa do Mundo.

O resultado tem um significado especial para os mexicanos. Pela primeira vez na história, a seleção conquistou uma vitória em um jogo de abertura de Copa do Mundo, quebrando um tabu que se arrastava por décadas. Antes desta edição, o México acumulava derrotas e empates em estreias de Mundiais, incluindo o empate por 1 a 1 justamente contra a África do Sul na abertura da Copa de 2010.

A partida foi precedida por uma grande cerimônia de abertura, que celebrou a cultura mexicana e marcou o início da primeira Copa do Mundo com 48 seleções, organizada conjuntamente por México, Estados Unidos e Canadá. O Estádio Azteca também entrou para a história ao se tornar o primeiro palco a receber três jogos inaugurais de Mundiais, após as edições de 1970 e 1986.

Com os três pontos conquistados, o México ganha confiança para a sequência da competição e sonha em aproveitar o fator casa para fazer uma campanha histórica. Já a África do Sul precisará se recuperar rapidamente para manter vivas as chances de classificação às fases eliminatórias.

(*) Rafael de Souza

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