Em 2026, foram relacionadas apenas as classes de prioridade “muito alta” e “crítica” para a queima prescrita
A redução de 66% no total de propriedades rurais listadas como áreas prioritárias para queima prescrita no Pantanal foi motivada pela aplicação de metodologia técnica mais refinada e baseada nas condições ambientais específicas observadas para o período.
Neste ano, o mapa tem 97 fazendas, enquanto que em 2025 o total foi de 286 propriedades. Conforme o Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), a definição das áreas prioritárias é por meio de modelagem espacial e análise multicritério, que consideram fatores como o histórico de ocorrência de incêndios entre 2017 e 2025, a quantidade de biomassa seca acumulada em 2026 e a vulnerabilidade de áreas protegidas e seus entornos.
O IPQ (Índice de Prioridade de Queima Prescrita) foi elaborado com base em dados de sensoriamento remoto, informações do CAR-MS (Cadastro Ambiental Rural) e técnicas de geoprocessamento. A metodologia permite identificar as propriedades com maior criticidade para a adoção de medidas preventivas de manejo integrado do fogo.
Em 2026, foram selecionados apenas os imóveis enquadrados nas classes de prioridade “Muito Alta” e “Crítica”, além da avaliação da conectividade entre as áreas prioritárias. Propriedades consideradas isoladas, ainda que apresentassem índices elevados, foram excluídas da relação final por não integrarem manchas contínuas de maior risco.
Segundo o Imasul, a redução no total de fazendas não representa redução da atenção do Estado ao Pantanal, mas sim o resultado da aplicação de critérios técnicos que permitem direcionar as ações preventivas de forma mais estratégica e eficiente, em consonância com as condições climáticas previstas para o ano e com os princípios do MIF (Manejo Integrado do Fogo).
A queima prescrita é uma técnica usada para reduzir material combustível e prevenir incêndios de grande proporção. A medida tem amparo no decreto de “Estado de Emergência Ambiental”, válido por 180 dias em Mato Grosso do Sul devido às condições climáticas que favorecem a propagação de focos de incêndios florestais sem controle.
Nota técnica do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) destaca que o cenário é particularmente preocupante no Pantanal devido à redução da umidade do solo e da vegetação, fatores que aumentam significativamente a possibilidade de ocorrência e propagação de incêndios florestais.
(*) Campo Grande News







