Com investimento estimado em R$ 5 bilhões e capacidade para produzir 1,2 milhão de toneladas de ureia por ano, a retomada da UFN3 será oficializada em Três Lagoas com a presença do presidente Lula, do governador Eduardo Riedel, da Petrobras e das diretorias das empresas responsáveis por uma das maiores obras industriais em andamento no Brasil
Presença presidencial marca retomada histórica
Três Lagoas se prepara para viver um momento histórico. Com a presença confirmada do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, do governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, além de diretores da Petrobras e das principais empresas contratadas para a execução dos lotes da obra, a retomada da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III) será oficialmente marcada em uma solenidade prevista para ocorrer na próxima quinta-feira, dia 25 às 9h, no canteiro de obras localizado às margens da BR-158.
Investimento bilionário e importância estratégica
O evento simboliza muito mais do que a reativação de um empreendimento paralisado há mais de uma década. Representa a retomada de um projeto estratégico para a soberania nacional na produção de fertilizantes, a geração de milhares de empregos e a injeção de bilhões de reais na economia de Mato Grosso do Sul.
Orçada em aproximadamente R$ 5 bilhões para sua conclusão, a UFN3 é considerada uma das maiores obras industriais em andamento no país. A previsão é que a planta entre em operação entre 2028 e 2029, após a conclusão dos 11 contratos de engenharia, construção e montagem que serão formalizados durante a cerimônia.
Capacidade para abastecer o agronegócio
Quando concluída, a fábrica terá capacidade para produzir cerca de 1,2 milhão de toneladas de ureia por ano e aproximadamente 70 mil toneladas anuais de amônia, tornando-se uma das mais importantes unidades do setor de fertilizantes nitrogenados da América Latina.
A produção será fundamental para reduzir a dependência brasileira da importação desses insumos, atualmente responsáveis por abastecer grande parte do agronegócio nacional.
Diretorias das empreiteiras participam da solenidade
A solenidade contará ainda com a participação das diretorias das empresas responsáveis pelos diferentes lotes da obra. Entre elas está a Engeko, contratada para executar o EPC 4, que contempla as interligações entre as unidades industriais e a implantação do Duto de Efluentes.
A presença dos executivos reforça o compromisso das empresas com o cronograma de execução e demonstra a dimensão do empreendimento que começa a ganhar ritmo em Três Lagoas.
Mobilização já altera cenário no canteiro
Nos bastidores, os preparativos já são visíveis. A revitalização dos acessos, a limpeza do complexo industrial, a renovação da sinalização e a organização do canteiro de obras indicam que a Petrobras prepara um evento de grande porte para marcar oficialmente o reinício de uma obra aguardada há anos pela população sul-mato-grossense.
A expectativa é que os trabalhos de campo tenham início já na primeira semana de julho, com mobilização simultânea das empresas contratadas.
Milhares de empregos e impacto regional
Apenas a Engeko prevê a contratação de aproximadamente 2 mil trabalhadores ao longo da execução do contrato, enquanto centenas de vagas já começaram a ser preenchidas por meio do CIAT de Três Lagoas.
A retomada da UFN3deverá provocar uma transformação econômica semelhante à vivida pelo município durante a chegada das grandes indústrias de celulose. O mercado imobiliário, o comércio, o setor de serviços e a cadeia de fornecedores já começam a sentir os reflexos da movimentação das empreiteiras e da chegada de novos trabalhadores à região.
Três Lagoas no centro dos investimentos nacionais
Mais do que uma obra industrial, a UFN3 ressurge como um símbolo de desenvolvimento, geração de oportunidades e fortalecimento da indústria nacional, colocando novamente Três Lagoas no centro dos maiores investimentos produtivos do país.



