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terça-feira, 30 de junho de 2026

Brasilidade conecta cultura, identidade e oportunidades para os pequenos negócios

Do afroturismo às velas artesanais, passando pela gastronomia e pela moda, empreendedores mostram como a cultura brasileira pode se tornar um diferencial competitivo

No Brasil das pequenas empresas, o jeito de empreender também expressa identidade, cultura e pertencimento. Em Mato Grosso do Sul, elementos da regionalidade transformam produtos e serviços em experiências autênticas, capazes de conquistar novos mercados e gerar valor aos pequenos negócios. Para mostrar como a brasilidade se manifesta no empreendedorismo sul-mato-grossense, o Sebrae/MS reuniu histórias de empreendedores que fazem da cultura, da memória e das tradições brasileiras a essência de seus negócios.

Nos meses de junho e julho deste ano, enquanto a Copa do Mundo movimenta torcedores, o ciclo junino também coloca em evidência uma das mais ricas expressões da cultura popular brasileira. Em Corumbá, a empreendedora Thayná Cambará convida visitantes a conhecerem um Pantanal marcado pela fé, pela memória e pela ancestralidade afro-brasileira por meio da  Bela Oyá Pantanal, primeira agência receptiva de afroturismo de Mato Grosso do Sul. Entre as experiências oferecidas está a vivência do Arraial do Banho de São João, uma das manifestações culturais mais tradicionais da região.

Ao som dos cururus, comunidades quilombolas, povos de terreiro, festeiros e mestres da cultura dão vida à celebração, realizada às margens do Rio Paraguai, entre Corumbá e Ladário. O evento evidencia um Pantanal onde o sincretismo religioso e a cultura afro-brasileira ajudam a construir a identidade da região. “Antes de visitar qualquer lugar, conversamos sobre aquele território, sobre quem vive ali e por que aquela história importa. Durante todo o percurso estão presentes os cantos, os aromas das ervas e do incenso, as comidas típicas, as conversas com festeiros e, principalmente, a vivência no território”, destaca Thayná Cambará.

Mais do que uma experiência turística, a iniciativa faz do afroturismo uma ferramenta de desenvolvimento para a comunidade local. “A Bela Oyá Pantanal acredita que a cultura precisa ser vivida, respeitada e gerar oportunidades para quem mantém essas tradições vivas. É assim que preservamos nossa memória e mostramos que a brasilidade está justamente na diversidade dos nossos territórios e das nossas histórias”, complementa.

Brasil! Mostra tua cara!

Ao destacar a história negra do Brasil, em Campo Grande, o Tereza Bar, mantém vivas essas tradições ao transformar a cultura dos bares brasileiros em uma experiência que reúne gastronomia, música e identidade. Da tradicional “saideira” à estética do espaço, o empreendimento de Tábata Camila Pereira valoriza diferentes expressões da brasilidade.

Com atenção à regionalidade sul-mato-grossense e aos sabores que compõem essa diversidade, o espaço também proporciona atrações como os jogos de futebol da seleção brasileira e shows de artistas que valorizam ritmos brasileiros em seus repertórios. “Desde a concepção do restaurante, entendemos que gastronomia e música caminham juntas na construção de um ambiente acolhedor, afetivo e genuinamente brasileiro. Temos um compromisso em valorizar artistas regionais, porque acreditamos que a cultura brasileira se fortalece quando talentos locais ocupam os palcos e dialoguem com o público”, afirma a empresária.

O negócio de Tábata incorpora a brasilidade não apenas como um elemento decorativo, mas como uma forma de promover memórias afetivas junto aos clientes. “A inspiração da marca nasce das vivências das suas fundadoras, das lembranças da cozinha de família, da cultura fronteiriça de Mato Grosso do Sul, da convivência com a música brasileira e do desejo de criar um espaço onde a identidade nacional fosse celebrada de forma contemporânea. O Tereza reúne referências do Pantanal, da fronteira, da gastronomia popular brasileira e da vida boêmia dos bares que fazem parte da memória afetiva de tantas pessoas”.

Gigante pela própria natureza

Reconhecido por sua riqueza natural e biodiversidade, o Pantanal inspira pequenos negócios que transformam a beleza do bioma em produtos cheios de identidade. Em Campo Grande, Carolina Debus, empreendedora da marca Ki.monaria, atua no segmento de kimonos artesanais e reinventa uma peça tradicional japonesa com referências aos animais, à vegetação, ao céu e aos tons característicos da região. Para ela, vestir também é uma forma de expressar identidade.

“Nós vendemos uma experiência, uma sensação de acolhimento e liberdade. Acredito que a união entre kimono e brasilidade acontece principalmente quando reinterpretamos uma peça tradicional japonesa a partir do nosso olhar, da nossa cultura e da nossa forma de viver. Os kimonos da Ki.monaria carregam leveza, liberdade e versatilidade, características muito presentes na mulher brasileira”.

A proposta do negócio também dialoga com a história de Campo Grande, que abriga uma das maiores comunidades de descendentes japoneses do país. Ao unir técnicas e referências da tradição oriental com elementos do Pantanal, a marca contribui para preservar esse legado cultural, ao mesmo tempo em que valoriza a produção autoral sul-mato-grossense.

“Existe uma moda autoral sendo produzida no Mato Grosso do Sul, com qualidade, criatividade e identidade própria. As clientes buscam peças que tenham significado, representem seus valores e façam sentido para seu estilo de vida. Nos tons terrosos, verdes da vegetação, o dourado do pôr do sol e as texturas naturais do produto, buscamos contar histórias e despertar emoções”.

Reconhecido por sua riqueza natural e biodiversidade, o Pantanal inspira pequenos negócios que transformam a beleza do bioma em produtos cheios de identidade. Em Campo Grande, Carolina Debus, empreendedora da marca Ki.monaria, atua no segmento de kimonos artesanais e reinventa uma peça tradicional japonesa com referências aos animais, à vegetação, ao céu e aos tons característicos da região. Para ela, vestir também é uma forma de expressar identidade.

“Nós vendemos uma experiência, uma sensação de acolhimento e liberdade. Acredito que a união entre kimono e brasilidade acontece principalmente quando reinterpretamos uma peça tradicional japonesa a partir do nosso olhar, da nossa cultura e da nossa forma de viver. Os kimonos da Ki.monaria carregam leveza, liberdade e versatilidade, características muito presentes na mulher brasileira”.

A proposta do negócio também dialoga com a história de Campo Grande, que abriga uma das maiores comunidades de descendentes japoneses do país. Ao unir técnicas e referências da tradição oriental com elementos do Pantanal, a marca contribui para preservar esse legado cultural, ao mesmo tempo em que valoriza a produção autoral sul-mato-grossense.

“Existe uma moda autoral sendo produzida no Mato Grosso do Sul, com qualidade, criatividade e identidade própria. As clientes buscam peças que tenham significado, representem seus valores e façam sentido para seu estilo de vida. Nos tons terrosos, verdes da vegetação, o dourado do pôr do sol e as texturas naturais do produto, buscamos contar histórias e despertar emoções”.

A biodiversidade do Pantanal também inspira produtos que despertam os sentidos e reforçam a identidade regional. É o caso da Amada Luz Velas, marca sul-mato-grossense de velas artesanais sediada em Coxim e comandada por Adriana Neves Costa. Inspirada pela ligação afetiva que mantém com o bioma, ela cria produtos com essências típicas, como a de pequi, transformando memórias e paisagens em experiências sensoriais. Para Adriana, cada vela é uma forma de compartilhar a emoção que sente pelo Pantanal e despertar esse mesmo sentimento em quem conhece seu trabalho.

“A primeira vez que vi um tuiuiú tão perto de mim, eu chorei. Foi uma experiência que marcou a minha vida e que procuro transmitir nas minhas velas. O Pantanal é a minha maior inspiração. Quero que as pessoas sintam esse carinho pela região e enxerguem a beleza desse lugar da mesma forma que eu enxergo”, finaliza.

Para mais histórias sobre empreendedorismo, acesse: ms.agenciasebrae.com.br.

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