Exportações avançam 10,48%, puxadas pela soja, e elevam em US$ 540,560 milhões o saldo de Mato Grosso do Sul
Mato Grosso do Sul fechou o primeiro semestre de 2026 acumulando saldo de US$ 4,648 bilhões na balança comercial, resultado das exportações de US$ 5,912 bilhões e das importações de US$ 1,264 bilhão. O resultado representa um acréscimo de US$ 540,560 milhões no superávit em relação ao mesmo período de 2025, quando o saldo foi de US$ 4,108 bilhões, com exportações de US$ 5,351 bilhões e importações de US$ 1,243 bilhão.
Dados do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) apontam que o desempenho do comércio exterior sul-mato-grossense foi impulsionado principalmente pelo aumento das exportações. Em receita, o incremento foi de 10,48%, passando de US$ 5,351 bilhões, em 2025, para US$ 5,912 bilhões, em 2026. O volume embarcado avançou ainda mais, com alta de 15,19%, passando de 13,649 milhões de toneladas para 15,723 milhões de toneladas.
Na comparação entre o Top 10 das exportações do Estado nos dois períodos, houve mudanças importantes. A principal delas foi a retomada da liderança da soja no ranking estadual. A receita com o produto cresceu 30,50%, passando de US$ 1,517 bilhão para US$ 1,980 bilhão.
Demonstrando a força da cadeia produtiva da soja, outros produtos derivados da oleaginosa também ampliaram participação nas exportações estaduais no período analisado. Os resíduos da extração de soja subiram da sétima para a quinta posição no ranking, com a receita passando de US$ 119,597 milhões para US$ 184,851 milhões, alta de 54,60%. O farelo manteve a oitava colocação, apesar da retração de 7,60%, de US$ 112,820 milhões para US$ 104,227 milhões, enquanto o óleo de soja estreou no Top 10, ocupando a nona posição, com US$ 91,680 milhões em exportações. Em 2025, o produto figurava apenas na 12ª colocação.
Países
Em 2026, a China concentrou 50,19% de todas as exportações de Mato Grosso do Sul, reforçando sua posição como principal destino dos produtos sul-mato-grossenses. Na sequência aparecem os Estados Unidos, com 6,27% de participação, os Países Baixos (Holanda), com 3,94%, a Itália, com 3,43%, e a Turquia, que respondeu por 2,33% da pauta exportadora estadual no primeiro semestre.
No mesmo período de 2025, a China representava 47,07% das exportações do Estado, seguida pelos Estados Unidos, com 6,08%, pela Argentina, com 4,05%, pela Itália, com 3,85%, e pelos Países Baixos (Holanda), com 3,75%. Na comparação entre os dois anos, a China ampliou sua participação em pouco mais de três pontos percentuais, enquanto a Argentina deixou o grupo dos cinco principais mercados de destino, sendo substituída pela Turquia.
Importações
As importações de Mato Grosso do Sul somaram US$ 1,264 bilhão no primeiro semestre de 2026, frente aos US$ 1,243 bilhão registrados no mesmo período de 2025, crescimento de 1,63%.
O gás natural manteve a liderança da pauta de importações, mesmo com retração de 13,26%, passando de US$ 427,465 milhões, em 2025, para US$ 370,799 milhões, neste ano.
Em contrapartida, ganharam espaço as compras de caldeiras aquatubulares, que cresceram de US$ 108,179 milhões para US$ 125,851 milhões (16,34%); de cátodos de cobre refinado, que avançaram de US$ 98,345 milhões para US$ 116,543 milhões (18,50%); e de painéis fotovoltaicos, cujas importações aumentaram de US$ 31,141 milhões para US$ 42,135 milhões (35,30%).
(*) Campo Grande News




