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sexta-feira, 10 de julho de 2026

Verruck destaca avanço histórico do corredor bioceânico pelo MS

“Os que há 40 anos acreditaram no projeto de integração do Atlântico e Pacífico, por meio do Mato Grosso do Sul, hoje olham isso como uma realidade já presente”, disse o economista e ex-secretário de Desenvolvimento de Mato Grosso do Sul, Jaime Verruck, na tarde desta sexta-feira (10), durante a palestra Corredor Bioceânico: desafios e oportunidades, realizada em Maracaju. 

Verruck falou sobre  o papel de Mato Grosso do Sul, as fases do projeto, que ele pode acompanhar desde o início, e destacou a importância do trabalho de avaliação sobre o impacto no desenvolvimento econômico e social nos países que integram a rota. Além disso, todas as ações de envolvimento das localidades, “se qualquer dos países recuasse, não teríamos a rota”, apontou. 

Assim, foram inúmeros estudos e conversas para uma comunhão em torno de algo futuro. Aliás, é esse pensar que impulsiona cada passo para concretizar um projeto que há pelo menos 40 anos alguns diziam não passar de um sonho.

Sonho prestes a se concretizar. Verruck ressaltou as perspectivas de futuro para um mundo de oportunidades, com acesso a mercados, mais agilidade e competitividade. “Não estamos inventando, estamos falando sobre mercados que já existem.” Ele lembrou que vários municípios sul-mato-grossenses já estão sendo transformados pela iniciativa e o estado tem papel estratégico e fundamental no contexto da Rota Bioceânica.

Jaime Verruck é doutor pela Universidade Complutense de Madrid. Ele ficou à frente da Secretaria de Desenvolvimento de Mato Grosso do Sul por 11 anos e três meses e, atualmente, é pré-candidato a deputado federal pelo Republicanos.

Rota — O corredor depende prioritariamente do modal rodoviário, conectando o Mato Grosso do Sul aos portos do Chile, tendo como eixo principal a BR-267, no trecho entre Campo Grande e Porto Murtinho. Outras rotas importantes incluem a BR-163 e a BR-262. 

A Ponte de Porto Murtinho, Carmelo Peralta é fundamental e em breve deve ser realizado o chamado “beijo da ponte” – encontro das aduelas que vai conectar Brasil e Paraguai fisicamente. 

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