21/10/2003 15h52 – Atualizado em 21/10/2003 15h52
Os cientistas achavam que todos os buracos negros da Via Láctea já haviam sido descobertos até janeiro deste ano, quando o telescópio espacial de raios gama da ESA (Agência Espacial Européia), o Integral, detectou um objeto com todas as características de um buraco negro.
O problema é que esse buraco negro, nomeado como IGRJ16318-4848, nunca havia sido detectado por nenhum outro sistema de observação, o que fez os cientistas pensarem que ele talvez estivesse escondido atrás de algum tipo de material.
Com a ajuda do observatório XMN Newton, que verifica o espaço com ondas de raio X, os astrônomos europeus descobriram que havia, em volta do IGRJ16318-4848, uma densa camada de gases frios que o escondiam de sistemas de observação comuns, destinados a detectar objetos de energia mais baixa. O Integral detecta objetos de altíssima energia.
“Só protons de altíssima energia conseguiam escapar daquele casulo, o que fez com que o IGRJ16318-4848 não fosse detectado por sistemas de observação de energia mais baixa nem por equipamentos de verificação de raios gama que são muito menos sensíveis que o Integral”, afirma Roland Walter, autor do estudo.
Fonte:Agora MS




