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segunda-feira, 13 de julho de 2026

Termelétrica de Corumbá inicia em Outubro, diz Delcídio

22/09/2003 08h13 – Atualizado em 22/09/2003 08h13

Depois de anos de expectativa, finalmente um sonho da população da região da fronteira de Mato Grosso do Sul com a Bolívia se torna realidade. Começam em outubro as obras da usina termelétrica de Corumbá, que entra em operação comercial em meados do ano que vem, gerando, inicialmente, 70 MW de energia. A garantia foi dada neste final de semana pelo Diretor de Novos Negócios da empresa MPX, Adriano Vaz Neto, durante o seminário “ Corumbá, o desafio do desenvolvimento”, promovido pelo senador Delcídio do Amaral (PT/MS).

Falando para uma platéia de empresários, líderes comunitários , dirigentes sindicais e políticos de vários partidos, na sede da Associação Comercial e Industrial de Corumbá, Adriano revelou que a empresa vai investir , sozinha, US$ 125 milhões na implantação da usina, capaz de gerar, dentro de 3 anos, 180 MW de energia, quantidade suficiente para abastecer a cidade e as indústrias que se instalarão nos futuros pólos minero-siderúrgico e gás-químico a serem implantados na região. A térmica será construída em um terreno de 7 hectares ao lado da sub-estação da Enersul, que começa a receber serviços de terraplenagem em outubro. Paralelamente, será iniciada a construção do ramal do gasoduto Bolívia-Brasil que abastecerá a usina.

O Senador Delcídio disse que a usina é um presente para a população de Corumbá no dia em que cidade comemora 225 anos de fundação.

Há tanto tempo esperada, ela vai trazer no seu bojo não só energia mas também projetos de mineração e metalurgia que serão fundamentais para viabilizar a infra-estrutura e os empregos que Corumbá e Ladário tanto precisam. Hoje nós estamos dando uma demonstração de que o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul começa pela região do Pantanal e eu estou muito otimista com os projetos que vão ser aqui desenvolvidos – afirmou.

Delcídio explicou que a energia gerada pela usina vai proporcionar a instalação em Corumbá de um grande projeto siderúrgico, com a redução do minério de ferro de Urucum, de maior teor de pureza do mundo.

Muitos outros empreendimentos virão, como a revitalização da ferrovia, e , na vinda do presidente Lula, no dia 11 de outubro, a formalização de um dos projetos mais importantes para Mato Grosso do Sul , o pólo gás químico, que deve vir com a separadora de gás, para garantir o gás de cozinha (GLP) que todas as famílias precisam no seu dia-a-dia e hoje é um dos pontos de maior preocupação do governo federal – afirmou o senador.

Tudo isso vai gerar, em um espaço de 4 anos, pelo menos 10 mil empregos diretos e quase 50 mil empregos indiretos.

Delcídio confirmou que no dia 11 de outubro o presidente Lula vai assinar a autorização para o início do processo de licitação para as obras de recuperação da rodovia BR 262, no trecho entre Anastácio e Corumbá.

EXPERIÊNCIA

Adriano Vaz Neto explicou que “a MPX é uma empresa brasileira , dirigida pelo empresário Eike Batista, que atua nas áreas de mineração e energia em vários países do mundo e tem sócios norte-americanos, que ficaram satisfeitos com os resultados da outra usina térmica construída pela grupo, a Termo-Ceará, inaugurada há um ano e meio no Complexo Portuário do PECEN, no Ceará . Segundo ele, os acionistas estão empolgados com o investimento em Corumbá. Além de construir a usina, a MPX quer trazer outras empresas do grupo para o pólo siderúrgico.

Estamos trabalhando nesse projeto há alguns meses, buscando as licenças necessárias e as melhores máquinas existentes no mercado. Aproveitamos a maior parte do projeto da antiga térmica, que já tinha conseguido a licença ambiental. Temos a certeza de que não haverá qualquer problema agora porque as nossas máquinas, as LM 6.000, são ainda mais modernas e eficientes no que se refere à proteção do meio ambiente. A expectativa é da criação de 500 empregos diretos e mais 1.500 indiretos. Pelo menos 90 % dessa mão-de-obra será daqui da região. Adriano explicou que a empresa decidiu tocar o projeto por dois motivos. Primeiro porque acredita em Corumbá e no verdadeiro boom de desenvolvimento que essa região vai assistir a partir da térmica e também porque a gente tem tido muito apoio tanto da prefeitura, quanto do governo do estado e do senador Delcídio, que são nossos parceiros nessa empreitada. Sem eles, esse projeto não se tornaria realidade”, concluiu.

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