19/09/2003 15h48 – Atualizado em 19/09/2003 15h48
A fiscalização eletrônica nas ruas de Campo Grande só volta a funcionar em janeiro do próximo ano, segundo informou ao MidiamaxNews o diretor da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), José Joaquim da Silva Filho. O projeto inicial, divulgado no semestre passado pelo prefeito André Puccinelli (PMDB), previa a instalação dos equipamentos em novembro deste ano, mas agora o diretor da Agetran alega que problemas burocráticos adiaram para janeiro a volta dos radares de fotossensores às ruas da Capital.
Segundo José Filho, na próxima semana a Prefeitura publica o edital de licitação para as empresas interessadas em explorar o serviço de avanço de sinal e controladores de velocidade na Capital, sendo que, após a publicação, os interessados têm 45 dias para apresentar uma proposta. “Depois de divulgada a empresa vencedora o grupo tem 90 dias para instalar os equipamentos”, informou José Filho.
A licitação prevê a instalação de pelo menos 50 controladores de velocidade, os chamados radares, e pelo menos 100 aparelhos para flagrar avanços de sinal. O diretor garantiu que paralelamente a instalação de novos equipamentos será promovida uma campanha educativa de 30 dias, mas adiantou que vai adotar as novas orientações do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) que desobriga o uso de placas informativas alertando sobre o uso dos equipamentos.
“Quem precisa fiscalizar os motoristas são os radares e não o contrário. Essa pode ser uma medida criticada, mas no futuro as pessoas vão dirigir de acordo com as leis da via e os próprios equipamentos eletrônicos serão dispensados”, acredita José Joaquim, explicando que o motorista tem de andar dentro do limite de velocidade em todo a via e não apenas no trecho onde está a fiscalização eletrônica.
Para evitar polêmicas sobre a denominada “indústria da multa”, dessa vez a Prefeitura espera adotar equipamentos mais eficientes. De acordo com José Filho, a partir de agora os fotossensores vão fazer duas imagens dos motoristas no ato da infração. “Serão feitas duas fotografias para que não aconteça do motorista alegar, por exemplo, que foi multado quando passou no sinal amarelo”, disse José Joaquim, explicando que, com relação aos radares, ele espera contar com o apoio da população para definir os locais onde deverão ser instalados.
Fonte:Midiamax



