16/09/2003 11h20 – Atualizado em 16/09/2003 11h20
A promotora de Justiça do Patrimônio Público e Social, Mara Cristiane Bravo, está ouvindo agora pela manhã, quatro crianças que tinham o nome numa lista de alunos do Cefac (Centro de Formação de Atletas Colorado), escolinha de futebol do Esporte Clube Comercial. De acordo com a assessoria do MPE (Ministério Público Estadual), os depoimentos são para que a promotora verifique se as verbas repassadas pela Prefeitura de Campo Grande ao projeto estavam sendo bem empregadas, com transporte, alimentação e uniforme para os atletas.
As investigações começaram depois de denúncias de irregularidades no uso do dinheiro, apresentadas por ex-dirigentes comercialinos, liderados por Ari Vargas Leal. O MPE informa que as prestações de contas referentes ao ano 2002 estão corretas. As investigações são com relação a parcelas repassadas neste ano.
A promotora já ouviu os denunciantes e o presidente do Comercial, Luiz Ojeda. As crianças que estão depondo hoje foram definidas aleatoriamente numa relação na qual constavam mais de 300 nomes. Amanhã serão ouvidas mais quatro crianças.
O Cefac, administrado por familiares de Luiz Ojeda, aparece no convênio com a Prefeitura como empresa inquilina do Comercial. Pelo uso das instalações da Vila Olímpica, estaria pagando R$ 15 mil mensais ao clube, mesmo valor de cada uma das dez parcelas previstas do acordo de R$ 150 mil. Das dez, só duas foram liberadas, uma vez que, depois das denúncias de irregularidades, o convênio foi suspenso por ordem do prefeito André Puccinelli (PMDB).
Fonte:Campo Grande News




