30.3 C
Três Lagoas
sábado, 11 de julho de 2026

Funcionários dos Correios de MS voltam ao trabalho

16/09/2003 15h52 – Atualizado em 16/09/2003 15h52

Os trabalhadores ecetistas voltaram hoje (16) aos Correios depois de uma negociação inédita entre o Sintect/MS (Sindicato dos Trabalhadores da ECT) e a Diretoria Regional dos Correios em Mato Grosso do Sul. O diretor João Rocha negociou diretamente com a presidência da ECT para que os trabalhadores não tivessem os dias descontados. “Se eles voltassem hoje, como informou o próprio presidente da ECT, Airton Dipp, não teriam os dias descontados no holerite”, explicou, informando que não haverá retaliação e nem demissões.

Um trabalho de conscientização sobre a impossibilidade de melhorar as propostas da Empresa já feitas até agora também foi essencial para determinar o fim da greve sem prejuízo para os trabalhadores da ECT e para a população. Os trabalhadores de todo País devem escolher entre as duas propostas já apresentadas. Em Campo Grande a votação já foi feita e se decidiu pela Proposta, que contempla todos os funcionários com 6% de reajuste, concedendo ainda três referências salariais e aumenta os vales para R$ 12 (as duas propostas seguem abaixo).

A tarde, as correspondências e encomendas que não foram prioritárias durante a greve já estavam separadas e em Campo Grande foram entregues na mesma data. Não foi preciso remanejar pessoal ou esquema especial para que as cartas não fossem entregues com atraso. Até quinta-feira (18), o trabalho dos Correios e a entrega de cartas e encomendas estará normalizada.

As correspondências consideradas prioritárias como o SEDEX, SEDEX 10, malotes, telegramas e materiais de laboratórios, mesmo durante a greve foram entregues dentro do prazo.

Proposta 1

Contempla todos os trabalhadores com 6% de reajuste, concedendo ainda três referências aos ocupantes das RS (Referência Salarial) 09 a RS27 e aumenta os vales para R$ 12,00.

Esta proposta representa ganho anual de R$ 196 milhões para a categoria. Em termos de ganho mensal, a proposta 1 corresponde a ganhos entre 18,7% e 20,4% para a faixa RS09 a RS27 (90,1% da categoria).

Proposta 2

Reajusta em 4% a tabela salarial, concede três referências à RS09, duas às RS10 a RS22 e uma às RS23 a RS64, bem como concede um abono parcelado de R$ 1.000,00 para todos os empregados e altera os vales para R$ 11,00.

Esta proposta proporciona ganho anual de R$ 232 milhões à categoria. Em termos de ganho mensal, a proposta 2 equivale a ganhos entre 23,9% e 14,3% para as RS09 a 27.

Além de superar a 1 em R$ 36 milhões/ano, a proposta 2 coloca os trabalhadores em melhor situação para a discussão de um novo PCCS, a ser travada a partir de junho de 2004.

Leia também

Últimas

error: Este Conteúdo é protegido! O Perfil News reserva-se ao direito de proteger o seu conteúdo contra cópia e plágio.