04/09/2003 09h52 – Atualizado em 04/09/2003 09h52
O prefeito de Campo Grande, André Puccinelli, diz que a prisão do fiscal de obras, posturas e cadastro da prefeitura de Campo Grande, Luiz Antônio Barros Leite, ocorrida ontem, quando ele tentava extorquir um policial militar, deve levar a outros envolvidos no esquema. Ele afirmou hoje, durante inauguração de ginásio poliesportivo da escola Vanderley Rosa de Oliveira, no bairro Novos Estados, que o esquema para prisão do fiscal foi armado pela prefeitura e levou 10 dias para se concretizar o flagrante. “A partir dele vamos chegar aos demais envolvidos, se houver mais”, disse Puccinelli.
O fiscal foi preso após tentar extorquir o tenente Claudemir de Melo, da PM, que vinha sendo notificado por irregularidades em uma obra, na Vila Ipiranga.
Segundo o tenente Melo, na semana passada foi gravado um telefonema onde o fiscal o convidou para ma conversa reservada. Luiz Leite propôs um acerto onde, ao invés do pagamento das multas, que somadas chegariam a R$ 8.570,00, a mulher do tenente, Patrícia Domingos, que é a proprietária da obra, pagaria uma propina de 20% do valor devido, o que corresponderia a R$ 1.650,00.
Luiz Leite foi preso em flagrante e levado ao Garras (Grupo Armado de Repressão a Roubos, Assalto Seqüestro), ao chegar no local combinado para o pagamento da propina. Ele é fiscal da Secretaria Municipal de Controle Ambiental e Urbanístico desde setembro de 1991, lotado no Departamento de Fiscalização e Controle Urbanístico. A secretaria vai abrir um inquérito administrativo e o servidor deverá ser demitido.
Fonte:Campo Grande News



