03/09/2003 15h14 – Atualizado em 03/09/2003 15h14
SÃO PAULO – Mais um dia otimista no mercado brasileiro. Em uma quarta-feira de expectativa pela votação da reforma tributária, investidores mantêm o otimismo e as cotações melhoram com a expectativa de que o tema deve ser aprovado no Plenário da Câmara. A boa notícia da manhã foi o novo recorde em reais no saldo de investimentos externos na bolsa paulista.
O clima de expectativa pela votação da reforma tributária é bastante positivo entre os analistas. Apesar de as discussões acerca da partilha de diversas contribuições, como a CPMF e a Cide, ainda estarem ocorrendo, prevalece a aposta de que o texto deve ser aprovado em primeiro turno no Plenário. “Mesmo com essa série de reclamações dos governadores e prefeitos, a pressão do governo deve prevalecer e o texto tem tudo para ser aprovado”, avaliou um operador de São Paulo.
Com o quadro político tranqüilo, investidores acompanham o restante do noticiário doméstico. De manhã, um dos destaques ficou com a nova marca histórica do saldo em reais de investimentos externos na Bovespa. Conforme os dados da instituição, o mercado acionário paulista registrou saldo de R$ 3,449 bilhões nos oito primeiros meses do ano. O resultado é o melhor da história da bolsa, superando os R$ 3,379 bilhões obtidos durante todo o ano de 1996.
“Esses dólares têm de entrar no mercado brasileiro pelas mesas de câmbio. Além disso, o otimismo é ampliado com a perspectiva de que empresas fechem novas captações nas próximas semanas”, citou o técnico.
Ainda no quadro doméstico, o IPC da Fipe de agosto veio dentro das expectativas do mercado. O indicador registrou alta de 0,63%, subida esperada pelo aumento da energia elétrica e telefonia fixa. O indicador deve começar a consolidar as apostas para o rumo do juro básico da economia em setembro. Atualmente, há consenso de que a taxa Selic deve cair daqui a duas semanas. O tamanho do corte, contudo, permanece sem uma aposta única.
Para o banco UBS, por exemplo, o Comitê de Política Monetária (Copom) deve manter o gradualismo defendido por Henrique Meirelles, presidente do BC. Em relatório enviado aos clientes, a instituição destaca que “o Banco Central deve continuar o afrouxamento da política monetária, mas em um ritmo mais lento”. Na avaliação do UBS, o Copom deve cortar o juro em um ponto percentual em setembro e a taxa Selic deve terminar o ano próxima de 19,5% anuais.
Bovespa sobe mais de 1% e dólar cai 0,16%
Por volta das 14h15, o índice da Bolsa de Valores de São Paulo registrava valorização de 1,11%, aos 15.626 pontos, e com volume financeiro de R$ 574,824 milhões. No câmbio, o dólar comercial registrava ligeira queda de 0,16% e era negociado a R$ 2,9550 na compra e a R$ 2,9570 na venda.
No mercado de juros, os contratos para o mês de abril de 2004, os mais líquidos, operavam praticamente estáveis, com leve alta de 0,01 ponto percentual e taxa projetada de 19,20% anuais.
Fonte: IG




