28/08/2003 14h47 – Atualizado em 28/08/2003 14h47
O curso de Ciência da Computação da UNIGRAN já conta com um dos mais avançados equipamentos na área de Inteligência Computacional para aulas práticas que terão início em poucas semanas no novo Laboratório de Robótica. À primeira vista, parecem peças de brinquedo, mas eles encerram tecnologias e conceitos altamente desenvolvidos. Com esses kits, pode-se até mesmo montar protótipos do robô enviado pela Agência Espacial Americana, NASA, a Marte na missão que obteve o maior sucesso até hoje na exploração do planeta vermelho.
O professor Marcos Paulo Moro, coordenador do curso, disse que os conjuntos adquiridos pela Instituição permitem a montagem de robôs de várias formas e tamanhos, segundo a aplicação que se pretenda. “É um brinquedo que reúne uma série de conceitos teóricos de mecânica e de programação, que os alunos poderão aplicar na prática e ver de modo muito mais claro com eles funcionam”, falou.
O professor Marcos Paulo explica que os robôs são montados com peças que se encaixam umas às outras, permitindo modelagens diversas. Os sistemas de locomoção podem ser com rodas ou esteira. A começar da montagem, os kits são verdadeiros quebra-cabeças em que os acadêmicos terão pela frente desafios de mecânica, como os ajustes do motor, o diferencial e dos controles independentes de tração. Depois, eles têm de elaborar os algoritmos, ou seja, a programação do computador principal dos robôs, conforme a aplicação que se vai dar a cada um deles.
Os veículos são providos de sensores de captação de informações sobre o ambiente – sensores de toque, de distância e de ângulo – e “portas de saída”, onde se acoplam motores, rodas e outros dispositivos. Com esses equipamentos, o programador pode, por exemplo, “ensinar” o robô a sair de um labirinto, a deslocar-se por uma mesa sem cair dela ou a resgatar uma peça em local de difícil acesso. Todas as decisões são tomadas pelo próprio robô, com base nos algoritmos de programação com que foi carregado.
Originalmente, os robôs são alimentados por baterias. Mas a UNIGRAN foi além e adquiriu ainda um kit de produção de eletricidade convertida da energia solar, eólica e hidráulica ou de todas essas formas combinadas. Mostrando-se entusiasmado com os horizontes que se abrem a partir dessas aquisições, o professor Marcos Paulo anuncia para breve a criação da Olimpíada de Robótica em Dourados, como acontece em outras Universidades do país. Para tanto, o curso de Ciência da Computação deverá disponibilizar o Laboratório de Robótica também para estudantes de outras Instituições, por meio de cursos de extensão. Esse novo Laboratório pode atender simultaneamente a vinte alunos por horário.
Fonte: Dourados News




