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terça-feira, 7 de julho de 2026

Preço da carne dispara e consumo despenca

27/08/2003 10h19 – Atualizado em 27/08/2003 10h19

O período de entressafra elevou o preço da carne bovina em até 15% nas duas últimas semanas, ao varejo em Campo Grande, e está fazendo com que o consumo, que já está tímido por conta da recessão econômica, recue ainda mais. O gerente da Casa de Carne Boiadeiros do Oeste, no bairro Taquarussu, Steno Berenbic, afirma que o preço subiu nas últimas duas semanas de 12% a 15% e que nos últimos três meses o consumo foi reduzido em 30%. Além de perder espaço para o frango, por motivos econômicos e também pela preocupação em relação à saúde, que leva muita gente a optar pela carne branca, os cortes de primeira também estão tento o espaço achatado na mesa do consumidor. O motivo é a grande distância do preço de um para o outro, enquanto a carne de segunda custa de R$ 4,99 a R$ 5,80 o quilo a de primeira vai de R$ 7,4 a R$ 8,00. “Os de primeira saem mais aos fins de semana, quando a pessoa faz um churrasquinho. Outra mudança é que quem antes comprava três vezes por semana agora compra uma”, conta.

O fracionamento das compras é confirmado pela proprietária da Casa de Carne Itanhangá, Marisa Leal Leite, que afirma estar vendendo muito em porções de R$ 1,00 e R$ 2,00. “A pessoa compra um pouco de carne moída para misturar no molho ou na sopa, só para dar o gosto”, afirma. Mais que a sazonalidade do período de entressafra, ela atribuí a queda de até 40% no consumo à situação econômica do País, em que todo o comércio vem amargando reduções sucessivas de vendas. Aliando a escassez de oferta à valorização da arroba bovina, segundo a CNA (Confederação Nacional de Agricultura) de 4% no mês passado em Mato Grosso do Sul, nos últimos dois meses Mariza conta cinco altas acumuladas, totalizando variação média chegando a 30%, dependendo do corte. O quilo da carne de segunda que tem maior saída, o músculo, por exemplo, está custando R$ 4,40, contra R$ 3,50 de dois meses atrás. “A gente segura o preço até um certo ponto mas chega um momento que é preciso repassar”, afirma. Para ela, o governo tem sua responsabilidade na alta, não só na tributação de produtos alimentícios como também na permissão de altas de serviços essenciais como água, energia e telefone.

Fonte: Campo Grande News

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