25/08/2003 14h59 – Atualizado em 25/08/2003 14h59
SÃO LUÍS – Os engenheiros que investigam o desastre na Base de Alcântara começaram a examinar as imagens feitas pelo sistema de câmeras do centro de lançamentos e já têm algumas hipóteses para explicar a ignição de um dos propulsores do veículo lançador de satélites que explodiu na sexta-feira, na plataforma de lançamento, matando 21 pessoas.
Durante a primeira visita de jornalistas ao local da tragédia, o major brigadeiro Tiago Ribeiro, diretor do Centro Tecnológico de Aeronáutica (CTA), em São José dos Campos (SP), disse que a comissão de investigação deve concentrar o seu trabalho em determinar as causas desse acionamento.
Durante a primeira visita de jornalistas ao local da tragédia, os engenheiros disseram que uma onda eletromagnética, uma descarga elétrica e o choque de um objeto no tanque de combustível podem ter levado ao acionamento do primeiro motor do primeiro estágio do VLS-1 V03. Eles já sabem que o fogo espalhou-se de baixo para cima.
Mas o engenheiro Mauro Dolinsky, vice-diretor de espaço do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) de São José dos Campos, disse que, a esta altura, a comissão de investigação não descarta nenhuma hipótese como causa do acidente.
A comissão tem 30 dias para concluir o seu trabalho, mas esse prazo pode ser prorrogado.
Os corpos das 21 vítimas, retirados do local no fim de semana, devem ser levados amanhã para São José dos Campos por um avião da Força Aérea.
Fonte: Globo News




