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segunda-feira, 6 de julho de 2026

Leishmaniose já matou dez este ano; última vítima é da Capital

21/08/2003 14h14 – Atualizado em 21/08/2003 14h14

A Secretaria Estadual de Saúde informa que a leishmaniose já matou dez pessoas este ano em Mato Grosso do Sul, sendo que a última vítima foi confirmada hoje pela Santa Casa de Campo Grande. Trata-se do aposentado Jair de Assis Fonseca, 71 anos, que morava na Rua Antônio Maria Coelho, 1.189, no centro da Capital.

Conforme a Santa Casa, ele deu entrada no dia 3 de agosto e morreu no dia 5 de agosto, mas somente ontem chegou a confirmação da causa da morte. Ainda segundo a direção do hospital, a menina E.C., de apenas 9 anos de idade, está internada com os sintomas, entretanto não foi confirmado que se trata de leishmaniose. A dona de casa Luzia Andrade Barreto, 41 anos, mãe de E.C., culpa a Prefeitura de Campo Grande pela doença da filha. Conforme ela, o bairro onde mora, o Jardim Albuquerque, está cheio de lixo e os caminhões da Prefeitura não vão até o local para fazer a limpeza.

A epidemia de leishmaniose visceral avançou nos últimos anos em Mato Grosso do Sul e hoje atinge 26 municípios, entre eles Campo Grande, Corumbá, Três Lagoas e Aquidauana, segundo informou a técnica da área de epidemiologia da Secretaria Estadual de Saúde, Ilda Guimarães de Freitas. Segundo o diretor do CCZ (Centro de Controle de Zoonozes), Francisco Carvalho, pelo menos 20% dos 130 mil cães da Capital estão contaminados e devem ser sacrificados, sendo que somente este ano seis mil animais já foram sacrificados na cidade.

Além disso, enquanto a média brasileira de casos de contaminação de leishmaniose visceral em humanos é de dois casos por 100 mil habitantes, em Campo Grande a incidência é de 4,8 casos por 100 mil habitantes. A Secretaria de Saúde lembra que as características do mosquito transmissor, o flebótomo, são diferentes do Aedes Aegypit, que transmite a dengue e que o primeiro fica em fundos de quintais e locais sujos, enquanto o segundo prefere água parada e limpa. A secretaria informa, ainda, que os profissionais de medicina estão sendo qualificados para diagnosticar a doença, que é facilmente confundível com outras por conta de seus sintomas: febre, cansaço, irritação e dor de cabeça.

Fonte: Midiamaxnews

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