15/08/2003 14h47 – Atualizado em 15/08/2003 14h47
BRASÍLIA – Depois de uma semana de plenário cheio e muitas votações, com a conclusão do primeiro turno da reforma da Previdência, o governo voltou a enfrentar o velho problema da falta de quórum na Câmara. A base aliada não conseguiu reunir 51 parlamentares na Casa, exigência mínima para a realização da sessão ordinária desta sexta-feira. Com isso, os deputados já acreditam ser difícil votar o segundo turno da reforma da Previdência na semana que vem, como estava previsto.
Essa é a opinião do vice-líder do PFL na Câmara, Rodrigo Maia (RJ). Segundo ele, para garantir o intervalo de cinco sessões e votar o segundo turno na semana que vem, a Câmara terá que abrir uma sessão extraordinária na tarde de quinta-feira, após a sessão ordinária, para começar a votação. Ele, porém, acha que isso não deve ocorrer porque a maioria dos deputados começa a deixar a capital, rumo às suas bases nos estados, no início da tarde de quinta.
Já o deputado Paulo Delgado (PT-MG) avisa que se a Câmara não conseguir reunir o quórum de parlamentares na segunda-feira que vem, a votação do segundo turno estará mesmo inviabilizada na próxima semana.
- Um dia de atraso na votação de uma emenda constitucional representa um custo muito alto para o povo e para o governo – alerta.
Os deputados deixaram a Câmara vazia nesta sexta-feira. À sessão da manhã de hoje compareceram apenas 50 parlamentares: 21 do PT, seis do PSDB, quatro do PSB, quatro do PFL, três do PMDB, dois do PDT, dois do PL, cinco do PP, um do PTB, um do Prona e um do PCdoB.
Como já foi contada uma sessão, a de ontem, o governo precisa garantir quórum para abrir as sessões de segunda-feira, terça, quarta e quinta, de forma a somar as cinco sessões exigidas pelo regimento. No entanto, isso obriga o governo a abrir uma sessão extraordinária na quinta-feira à tarde para iniciar a votação, como explicou Rodrigo Maia.
Fonte: O Globo



