13/08/2003 08h18 – Atualizado em 13/08/2003 08h18
Três homens presos em conexão com um suposto complô para contrabandear um míssil antiaéreo para dentro dos Estados Unidos devem comparecer a um tribunal, no Estado americano de Nova Jersey, nesta quarta-feira.
Um dos homens é um negociante de armas britânico. Não foram divulgados detalhes sobre os outros dois, apenas que eles foram presos em Nova York.
O britânico é acusado de tentar vender um míssil Igla, feito na Rússia, a um agente do FBI que fingia ser um militante muçulmano.
Ainda não se sabe, no entanto, exatamente quais serão as acusações formais feitas contra os detidos.
Colaboração:
Autoridades dos serviços de inteligência ocidentais confirmaram à BBC que a operação para desvendar a trama teve a participação de agentes americanos, russos e britânicos.
O agente do FBI disfarçado teria dito ao vendedor de armas que planejava derrubar um avião grande de passageiros – em algum momento das negociações, aparentemente, também se falou na derrubada do avião presidencial americano, o Air Force One.
Funcionários do governo americano, no entanto, deixaram claro que em momento algum houve qualquer ameaça real de atentado, já que a invenção do “plano terrorista” partiu do próprio governo americano como forma de capturar contrabandistas.
O correspondente da BBC Tom Mangold disse que o britânico havia comprado um míssel por US$ 85 mil de um corrupto gerente em uma fábrica russa e havia recebido a promessa de que outros 50 poderiam ser adquiridos.
Há informações de que o homem preso é um vendedor de armas bem estabelecido, de meia-idade e de origem indiana, que vive em Londres.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, autorizou o FBI a enviar um agente disfarçado à Rússia.
O traficante de armas foi de Londres para Nova York em um vôo da British Airways.
Mas ele teria sido seguido de perto no avião por agentes de segurança, até ser preso.
Ainda que nenhum terrorista estivesse realmente envolvido na operação, funcionários dos serviços de inteligência dizem que foi um exemplo assustador da vulnerabilidade das nações ocidentais.
Nos últimos 15 meses, houve três tentativas fracassadas de grupos supostamente ligados à organização Al-Qaeda para derrubar aviões levando passageiros israelenses ou ocidentais.
Em pelo menos um caso, no Kênia, utilizou-se uma granada-foguete atirada de uma bazuca para tentar derrubar uma aeronave, mas o atacante errou o alvo.
Fonte: BBC



