12/08/2003 16h15 – Atualizado em 12/08/2003 16h15
SÃO PAULO – Um estudo da secretaria de Desenvolvimento e Trabalho da Prefeitura de São Paulo indica que o número de pessoas que sobrevivem com renda inferior a R$ 148,53 é de 49% da população brasileira. Diante do índice, considerado alarmante pelas autoridades, o secretário Márcio Pochmann reúne-se na próxima semana com deputados e senadores da bancada paulista para discutir a aprovação de um projeto de lei que criaria um indicador oficial sobre a pobreza relativa, o que significaria medir tão somente o universo da população que recebe algum tipo de auxílio para sobreviver mas não tem expectativa de melhora de seu extrato social.
- Os governos apenas contemplam a pobreza. Não há um indicador que, de fato, aponte para a diminuição da miséria. Na verdade, cada governo tem os seus programas, mas que não estão associados diretamente à redução da pobreza – disse Pochmann.
Pelos estudos atuais, o número de brasileiros que vivem abaixo da linha de pobreza varia de 45 milhões (cálculo do Banco Mundial, que mostra o total de pessoas com rendimento inferior a US$ 2 por dia) a 57 milhões (cálculo do Ministério da Previdência e Assistência Social, que estima a linha de pobreza em R$ 80 por mês, per capita).
As regiões Norte e Nordeste abrigam 62,8% do total de pobres no país. A situação é ainda mais grave quando se verifica que as duas, somadas, têm menos de 39% da população. Nas regiões Sul e Sudeste, consideradas a mais ricas, vivem 33% dos pobres brasileiros – 15% da população residente. Sul e Sudeste respondem por 57% da população nacional.
Em todas as regiões, 46% dos pobres vivem nas áreas urbanas, 30% nas metropolitanas e os 24% restantes nas áreas rurais.
Fonte: O Globo


