11/08/2003 16h01 – Atualizado em 11/08/2003 16h01
SÃO PAULO – A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou o pregão viva-voz desta segunda-feira contabilizando alta de 0,52%, com o Índice Bovespa em 13.570 pontos. O volume financeiro às 16h45m era de R$ 376,9 milhões. O dólar comercial se mantém pressionado nesta tarde de liquidez reduzida, com os investidores atentos a uma dívida pública de US$ 1,3 bilhão que vence originalmente nesta quinta-feira. Às 15h28m, a moeda americana subia 0,43%, negociada a R$ 2,997 na compra e R$ 3,000 na venda. Operadores sustentam que já há um movimento em torno da dívida, que teve apenas 24,1% de seu montante renegociados pelo governo.
A segunda-feira é de poucas notícias, mas o clima nas mesas de negociação é relativamente tranqüilo. O cenário político já não tem o potencial especulativo da semana passada, graças aos avanços do governo na votação da reforma da Previdência. Agora, os investidores aguardam novas votações no Congresso, novos índices de inflação e a decisão sobre os juros básicos da economia, na próxima semana.
A dívida de US$ 1,3 bilhão a vencer no dia 14 será remunerada pela Ptax (taxa média do dólar) da quarta-feira. Quanto maior a Ptax, maior o rendimento dos títulos. Segundo um profissional de uma tesouraria estrangeira, já é nítida a intenção de grandes investidores, detentores de contratos de swap cambial a serem liquidados, de buscar document.write Chr(39)document.write Chr(39)enxugardocument.write Chr(39)document.write Chr(39) a liquidez do mercado. Os exportadores, por sua vez, aguardam cotações maiores do dólar nos próximos dias para voltar a vender seus recursos.
As projeções dos juros negociadas na BM&F fecharam em baixa, na contramão do mercado de câmbio. O Depósito Interfinanceiro (DI) de setembro, que projeta os juros deste mês, ficou em 23,57% ao ano, contra os 24,50% da taxa Selic vigente. O DI de abril do ano que vem, o mais negociado, terminou o dia em 21,17% anuais, contra 21,39% do fechamento de sexta-feira.
O principal indicador da confiança externa na economia brasileira permanece em firme tendência de melhora nos negócios desta segunda-feira, informou o Valor Online. Conforme o levantamento feito pelo banco JP Morgan Chase, por volta das 14h50m o risco Brasil registrava queda de 1,49% e operava aos 794 pontos-base, muito próximo da mínima do dia, verificada aos 790 pontos.
No mercado secundário dos títulos da dívida externa, o C-Bond opera praticamente estável. No mesmo horário, o título brasileiro mais negociado no exterior registrava ligeira queda de 0,04% e era negociado a US$ 0,8675.
O dólar paralelo negociado em São Paulo fechou em baixa de 0,32%, cotado a R$ 2,94 na compra e R$ 3,03 na venda. No Rio, o document.write Chr(39)document.write Chr(39)blackdocument.write Chr(39)document.write Chr(39) terminou o dia estável, a R$ 2,90 na compra e R$ 3,00 na venda. Já o dólar turismo de São Paulo subiu 0,32% no fechamento, a R$ 2,90 e R$ 3,05 na compra e venda, respectivamente.
Fonte: Globo News




