09/08/2003 12h25 – Atualizado em 09/08/2003 12h25
A mulher do ex-prefeito Miguel Jorge Tabox, Milena Martins Tabox, foi condenada a oito anos e oito meses, por homicídio qualificado, no julgamento do Tribunal do Júri, ocorrido na sexta-feira, no Fórum de Três Lagoas.
O corpo de jurados, formado de 4 mulheres e de três homens, condenou Milena, após apreciarem oito quesitos do julgamento. O Tribunal do Júri foi presidido pelo juiz titular da 1ª Vara Criminal, Márcio Rogério Alves. Na defesa, trabalhou a defensora pública, advogada Patrícia Elias Cozzolino e a acusação foi formulada pelo promotor de justiça, Celso Botelho de Carvalho.
Após mais de 14 horas de julgamento, iniciado por volta das 8h30, foi proferida a sentença. No entanto, por ser ré primária e de comprovado bom comportamento, no tempo que permaneceu detida no Estabelecimento Penal de Três Lagoas (EPTL), e por serviços prestados enquanto interna, desde o início de fevereiro de 2002, Milena tem direito a sair do regime fechado.
Graças também ao benefício da liberdade condicional com o cumprimento de 1/6 da pena, o correspondente a dois anos e nove meses, Milena poderá ganhar a liberdade dentro de pouco mais de uma semana.
A morte de Tabox ocorreu no dia 8 de janeiro de 2001, quando retornava para a sua residência. Além de Milena, participaram da trama: advogado José Batista Lima, morto com 12 tiros de pistola, em frente à sua residência, no dia 16 de maio de 2002; Sandro Vaz Lino, o filho do advogado, foi detido, mas acabou fugindo de uma das celas do 1ºDP e não mais localizado; André Luciano Carvalho, vulgo “Preto”, continua preso e seu julgamento está marcado para esta quarta-feira (13), às 8h30, em Três Lagoas; e um outro homem, autor dos disparos, ainda não identificado pela polícia, continua foragido.



