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sábado, 4 de julho de 2026

Uribe completa um ano de linha-dura e popularidade

07/08/2003 15h33 – Atualizado em 07/08/2003 15h33

Um ano depois de Álvaro Uribe ter chegado à Casa de Nariño, sede da Presidência na Colômbia, os colombianos estão convencidos de que nunca tiveram um presidente como ele.

Uribe quase não dorme, não consome bebidas alcoólicas, faz ioga e usa gotinhas de florais (remédios alternativos feitos com flores) inúmeras vezes ao dia. No entanto, além desses hábitos, ele tem mostrado uma maneira de governar e um estilo de fazer política diferentes.

Com 73% de popularidade, a mais alta que um presidente colombiano conseguiu em seu primeiro ano de governo, Uribe conta com apoio em todas as faixas etárias e classes sociais.

“Ele inaugurou um estilo de governo, que lhe permite manter a grande popularidade”, diz o analista Ricardo Vargas. “Há muito mais presidente do que governo.”

Segurança:

“É uma espécie de governar através da micropolítica, tentando resolver pequenos problemas comunitários, que o faz estar sempre presente no contato direto com o povo e nos meios de comunicação”, acrescentou Vargas.

Há um ano, em seu discurso de posse, Uribe ratificou seu lema de campanha: Trabalhar, trabalhar e trabalhar. Vargas lembra que nos fins de semana, ele não descansa, viaja por várias regiões do país para discutir problemas com líderes e autoridades locais.

Na avaliação do cientista político Diego Cardona, a ausência de forças alternativas de oposição contribuiu para a manutenção da alta popularidade de Uribe.

“Em qualquer país do mundo, onde há uma oposição organizada, a popularidade do presidente baixa no primeiro ano de governo”, afirma. “Não contamos com movimentos politicos ou de opinião que possam ser uma alternativa real.”

A política de segurança do governo, bandeira defendida desde a campanha presidencial, é também fator determinante para a manutenção da alta popularidade de Uribe.

Durante a sua candidatura, Uribe foi um dos principais críticos do processo de paz entre o então presidente Andrés Pastrana e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Com o fracasso das negociações, a maioria dos colombianos viu nele a única saída à encruzilhada em que se encontrava o país. Um ano depois, a prioridade do governo continua sendo a segurança.

“Os colombianos sentem que agora têm um país muito mais seguro que há um ano”, diz Alfredo Rangel, um dos mais bem conceituados analistas militares do país.

Essa sensação é respaldada pelas taxas de homicídios, que baixaram 26%, e de seqüestros, reduzidas em 30%.

Também diminuíram as ações da guerrilha contra a população e as sabotagens contra a infra-estrutura econômica em cerca de 25%.

Fonte: BBC/AP

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