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sexta-feira, 3 de julho de 2026

CURIOSIDADE: Pára-quedista atravessa Canal da Mancha document.write Chr(39

31/07/2003 07h49 – Atualizado em 31/07/2003 07h49

Um pára-quedista austríaco se tornou o primeiro homem a sobrevoar o Canal da Mancha sem a ajuda de nenhum aparelho.

Felix Baumgartner saltou nesta quinta-feira de uma aeronave a cerca de 30 mil pés (9 mil metros) de altura sobre Dover, no sul da Grã-Bretanha, e percorreu caindo e planando os cerca de 35 km que separam o território britânico da França.

Baumgartner pousou de pára-quedas em Cap Blanc-Nez, perto de Calais.

No início do salto, o pára-quedista atingiu velocidades de 200 km/h.

Para realizar a façanha, Baumgartner vestiu trajes aerodinâmicos aos quais foi foi acoplada uma asa de carbono de cerca de dois metros.

“Foi como (sentir) liberdade total. Você está completamente sozinho, é só você, o seu equipamento, a sua asa e as suas habilidades.”

Temperaturas congelantes:

O austríaco levou também uma garrafa de oxigênio para o início do vôo, para suportar o ar rarefeito e as temperaturas congelantes. Estima-se que ele tenha estado sob temperaturas inferiores a -68º C.

Baumgatter contou que o céu nublado impediu que ele visse para onde estava indo inicialmente.

“Eu não conseguida ver o outro lado e, então, não tinha nenhum ponto de referência. Mas nos últimos 2 mil metros eu pude ver as luzes (de Calais) e percebi que eu ia conseguir.”

O pára-quedista só conseguiu realizar a façanha porque encontrou a posição perfeita para deslizar horizontalmente no ar.

“Ele dizia que qualquer erro na forma de ele usar o corpo ou no ângulo de posicionamento poderia desviá-lo da rota. Não havia nenhuma garantia de que ia funcionar”, disse a repórter da BBC Caroline Wyatt, que acompanhou o vôo de Baumgartner.

Ícaro:

Aos 34 anos, o ex-mecânico e ex-piloto de motocross se preparou durante três anos para a travessia do Canal da Mancha – projeto apelidado de “Ícaro 2”, em homenagem ao personagem da mitologia grega que, usando asas feitas com penas e parafina, voou se aproximando demais do sol, que derreteu a cera e provocou sua morte.

Baumgartner já tem um currículo considerável de aventuras nas alturas. Em 1999, ele saltou do prédio mais alto do mundo, o Petronas Towers em Kuala Lumpur, na Malásia.

No mesmo ano, ele ganhou notoriedade ao saltar de pára-quedas da mão direita da estátua do Cristo Redentor, no Morro do Corcovado, no Rio de Janeiro.

“Eu quero ser conhecido como o Deus dos céus”, disse Baumgartner ao jornal inglês The Daily Telegraph, nesta semana, antes de realizar a sua última façanha.

Fonte: BBC Brasil

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