31/07/2003 14h16 – Atualizado em 31/07/2003 14h16
A economia americana teve um crescimento mais forte do que o esperado no segundo trimestre deste ano, de acordo com os últimos dados divulgados nesta quinta-feira.
Segundo o Departamento de Comércio americano, os gastos de consumidores e empresários ajudaram o Produto Interno Bruto (PIB) a crescer 2,4% entre abril e junho.
No último trimestre de 2002 e no primeiro de 2003, o crescimento da economia americana tinha ficado em apenas 1,4%.
Os dados mais recentes sobre desemprego aumentaram o otimismo, pois na semana passada o número semanal de pedidos de auxílio-desemprego caiu ao nível mais baixo dos últimos cinco meses.
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Economistas descreveram a divulgação dos dois dados como “notícias bastante promissoras”.
O Departamento de Comércio americano informou ainda que houve um aumento de 3,3% nos gastos dos consumidores entre abril e junho, comparado a uma expansão de 2% no primeiro trimestre.
Os investimentos empresariais cresceram 6,9% no período, depois de terem registrado uma queda de 4,4% nos três meses anteriores.
“Isso reforça o otimismo sobre uma recuperação no segundo semestre”, disse James Glassman, economista sênior do JP Morgan Chase.
Gastos militares:
“Os gastos dos consumidores estão bastante fortes, e isso é um constrate interessante com o que as pessoas viram em relação à confiança dos consumidores”, acrescentou.
Os últimos dados sobre a confiança dos consumidores divulgados no início desta semana mostraram uma queda em julho, que já era esperada.
Economistas atribuíram o resultado às preocupações com o desemprego crescente.
Os gastos militares registraram o maior aumento até agora, com um crescimento de 44,1% entre abril e junho.
No total, as despesas do governo subiram 25,1%, a maior expansão desde 1967.
Perspectivas:
Analistas insistiram que há razões sólidas para previsões de crescimento sustentado.
“A economia verdadeiramente parece estar se recuperando”, disse Joel Naroff, presidente da Naroff Economic Advisors.
“Com o retorno de investimentos, os sinais indicam uma recuperação significativa mais adiante”, acrescentou.
Em Nova York, as bolsas responderam de forma positiva e o índice Dow Jones subia 1,6% às 12h25 (horário de Brasília).
Os dados semanais de desemprego também surpreenderam, revelando uma queda no pedido de benefícios, quando os analistas esperavam pequena alta.
O número de pessoas que pediram seguro-desemprego caiu em 3 mil, chegando a 388 mil na semana que terminou em 26 de julho.
Fonte: BBC/AFP



