30/07/2003 11h21 – Atualizado em 30/07/2003 11h21
RIO – O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, garantiu nesta quarta-feira, em entrevista ao programa “Bom Dia Brasil” da Rede Globo, que o governo federal está vigilante em relação à situação do Pontal do Paranapanema, em São Paulo. Ele ressaltou que a questão tem mais de 20 anos e ainda não foi resolvida por ser complexa.
- A questão é muito antiga, tem mais de 20 anos. Outros governos de São Paulo já tentaram resolvê-la, mas não o fizeram porque é difícil. Estamos vigilantes. A qualquer momento que houver a quebra da legalidade temos condições de enfrentar a situação trabalhando com todos os instrumentos do governo federal – disse o ministro.
Bastos afirmou acreditar que a reforma agrária pode ajudar a reverter a situação. Segundo ele, o ministro Luiz Dulci, da Secretaria Geral da Presidência, está procurando os meios para realizá-la.
- Com certeza há uma mobilização para a realização da reforma agrária. Mas repito: essa não é uma questão de polícia, mas social. Não basta jogar as pessoas num terreno. Temos que agregar valores e dar sustentabilidade – afirmou Bastos.
O ministro lembrou ainda que, de acordo com estatísticas, não houve um aumento significativo no número de invasões entre 2001 e 2003. Bastos ressaltou que é necessário lembrar que o Brasil é um país que não cresce há 20 anos e que há 30 não há distribuição de renda.
Bastos afirmou que o Brasil tem um estado democrático que reconhece a existência de uma causa social, mas que não se trata de “caso de polícia”.
- O governo está fazendo o que tem de fazer. Vivemos num estado democrático e reconhecemos a existência da causa social, mas reconhecemos que esse não é um caso de polícia – disse o ministro.
Bastos afirmou que as angústias do grupo podem ser manifestadas, desde que dentro da lei. Ele reafirmou que o governo “não está dormindo” e que as polícias têm feito um bom trabalho em relação às invasões dos sem-terra.
- A Polícia Federal e as agências têm feito um trabalho criterioso. O que o governo não quer é exceder na repressão – declarou o ministro.
Fonte: O Globo On Line
Bom Dia Brasil




