29/07/2003 09h51 – Atualizado em 29/07/2003 09h51
O dólar comercial se mantém em leve alta nos negócios desta manhã, oscilando levemente acima da barreira dos R$ 2,90. Às 10h31m, a moeda americana era negociada por R$ 2,903 na compra e R$ 2,905 na venda, com alta de 0,20%. O volume de negócios é reduzido, com agentes à espera da melhor oportunidade para fechar suas operações.
Já a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu praticamente estável, em ligeira alta de 0,05%, Índice Bovespa em 13.651 pontos e volume financeiro de R$ 20 mil. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o Ibovespa com vencimento no dia 13 de agosto está em 13.720 pontos, com avanço de 0,36%.
Novos anúncios de captações externas não têm sido eficazes para manter o dólar em baixa nos últimos dias, até porque os ingressos esperados não estão se concretizando. Com a liquidez reduzida, a moeda vem sofrendo ajustes atribuídos à queda dos juros e à possibilidade de redução dos depósitos compulsórios. O lobby pela redução do compulsório é liderado pelos bancos, que são obrigados a recolher recursos ao Banco Central (BC), sem remuneração.
- A redução do compulsório coloca mais dinheiro em circulação e teoricamente incentiva a concessão de crédito. Essa é a justificativa para a defesa da medida, mas ninguém está interessado em emprestar dinheiro. O mercado quer aplicar esses recursos, e o dólar é uma boa alternativa neste momento – disse um experiente profissional.
A redução do ritmo de ingresso de recursos externos é responsável por boa parte da pressão sobre o dólar nos últimos dias. A previsão de ingressos expressivos até o final do mês não está se confirmando e gera especulações. Entre os bancos, é normal que parte das captações fique em agências no exterior. Além disso, as previsões são de uma diminuição no ritmo das captações até o final do ano.
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), os juros futuros voltam a operar em baixa, em todos os vencimentos. O Depósito Interfinanceiro (DI) de setembro, que projeta os juros de agosto, está em 23,87% ao ano, contra 23,88% do fechamento de ontem. O DI de abril de 2004, o mais negociado, está em 21,20% anuais, frente aos 21,28% do fechamento anterior.
Fonte: GloboNews



