28/07/2003 16h27 – Atualizado em 28/07/2003 16h27
No idioma terena, a expressão mais aproximada do termo “alfabetizar” é “eu quero ensinar” (n’gara inzikaxêa). É para transformar em ação essa frase, na língua materna e em português, que alfabetizadores indígenas participaram da segunda turma de capacitação do programa Brasil Alfabetizado MOVA-MS Alfabetizado, encerrada na última sexta-feira (25), na escola estadual Hércules Maymone, em Campo Grande.
Silvana da Silva Samuel Félix diz que a alfabetização é uma necessidade na aldeia Água Branca, no município de Aquidauana, onde mora sua família. Lá, segundo ela, muita gente não sabe ler e escrever.
O fato ser indígena e falar terena, diz Silvana, vai facilitar o trabalho dela, principalmente entre os mais idosos. “Um alfabetizador não índio teria dificuldades. Muitos idosos não falam português”, conta.
Edilaine Marta Cândido Francisco e Laudmilson Mariano Pereira, ambos da aldeia Bananal, do mesmo município, consideram-se preparados e seguros para alfabetizar com os conteúdos e técnicas que assimilaram durante a capacitação.
José Antônio da Silva também é terena, da aldeia Brejão, no município de Nioaque, mas vai alfabetizar na periferia de Campo Grande, no Jardim Montevidéu. Ele pensava que alfabetizar adultos fosse mais difícil, mas viu, durante a capacitação, que com o pouco que sabe pode ajudar outras pessoas.
Fonte: Dourados News




