23/07/2003 09h42 – Atualizado em 23/07/2003 09h42
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse que a morte dos filhos de Saddam Hussein, Uday e Qusay, é uma “notícia positiva”.
Bush afirmou ainda, por meio de seu porta-voz, que as mortes são “mais uma garantia para o povo iraquiano de que o regime se foi e não volta mais”.
Durante a sua viagem pela Ásia, o primeiro-ministro britânico e principal aliado de Bush, Tony Blair, também elogiou as mortes, dizendo que elas representavam “um grande dia para o novo Iraque”.
“Essas duas pessoas em particular estavam à frente de um regime que não era apenas uma ameaça à segurança por causa de seus programas de armas, mas era também responsável, como se pôde ver pelas valas comuns, pela tortura e morte de milhares e milhares de iraquianos.”
Ofensiva:
A morte dos filhos de Saddam vem em um momento ideal tanto para Bush quanto para Blair, segundo o correspondente diplomático da BBC.
Os dois enfrentam acusações de que seus governos manipularam acusações de que Saddam tinham armas de destruição em massa para ter o apoio da opinião pública na guerra contra o Iraque.
Os dois filhos do ex-presidente Saddam Hussein morreram em uma ofensiva comandada pelos Estados Unidos na terça-feira.
Cerca de 200 soldados americanos atacaram uma casa em Mosul, no norte do Iraque, durante seis horas depois de terem recebido uma pista de que Uday e Qusay estavam lá.
Detalhes:
Os comandantes militares americanos prometem fornecer mais detalhes sobre o ataque à casa. Os corpos já foram levados de avião para o aeroporto de Bagdá.
Segundo uma autoridade britânica no Iraque, os dois corpos encontrados podem ser “facilmente” identificados como os filhos de Saddam.
O general-de-divisão Ricardo Sanchez, comandante das tropas americanas em terra no Iraque, também disse que as identidades foram confirmadas por “várias fontes”.
A coalizão agora deve decidir se vai permitir a filmagem dos corpos para acabar com as dúvidas sobre a identidade dos mortos.
Fonte: BBC Brasil



