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terça-feira, 30 de junho de 2026

Dólar comercial abre em alta de 0,79%, a R$ 2,915

11/07/2003 08h55 – Atualizado em 11/07/2003 08h55

SÃO PAULO – O dólar comercial abriu em alta de 0,79%, cotado a R$ 2,905 na compra e R$ 2,915 na venda. O Banco Central realiza nesta sexta-feira a segunda e última operação de rolagem da dívida cambial que vence em 17 de julho. Serão ofertados, desta vez, 16,5 mil contratos de swap cambial (US$ 825 milhões) em cinco lotes. O leilão ocorrerá das 12h às 13h e o resultado será conhecido a partir das 14h30m. Na operação de ontem, o BC renovou 35,8% da dívida de US$ 2,7 bilhões.

A possibilidade de mudança no projeto de reforma da Previdência ajudou a elevar a cotação do dólar na quinta-feira. Depois de dois dias em queda, o dólar comercial voltou a fechar em alta, aproximando-se novamente dos R$ 2,90. A moeda americana subiu 1,01%, cotada a R$ 2,887 na compra e R$ 2,892 na venda. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) caiu 0,86%. Juros futuros e o risco Brasil subiram.

O cenário político centralizou as atenções do mercado e neutralizou as reações positivas à queda da inflação. Os operadores destacaram o temor com a flexibilização dos termos da reforma previdenciária, que prevê o pagamento integral da aposentadoria aos funcionários públicos. Hoje, o mercado repercute mais um índice de inflação. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) registrou deflação de 0,25% na primeira quadrissemana de julho, em São Paulo.

No término do pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o contrato de juros de agosto apontava ligeira queda de 0,01 ponto percentual, com taxa de 25,13% ao ano. O vencimento para o mês de setembro fechou com avanço de 0,04 ponto, a 24,42% ao ano. Outubro teve valorização de 0,09 ponto, a 23,72%.

O vencimento de janeiro de 2004 terminou com expressiva alta de 0,27 ponto e taxa de 22,40% ao ano. Para abril de 2004, o novo contrato mais negociado na BM&F, houve avanço de 0,32 ponto, projetando juros de 21,70% ao ano. Por fim, o vencimento de julho de 2004 também ganhou 0,32 ponto percentual e encerrou com 21,36% anuais.

Em um dia de muita volatilidade, o principal título da dívida externa brasileira encerrou os negócios com ligeira valorização. O C-Bond subiu 0,07% e fechou a US$ 0,8785 (87,85% de seu valor de face). Mesmo com a ligeira valorização do principal papel da dívida, o risco Brasil teve pequena piora. Segundo o banco JP Morgan Chase, o Embi+ subiu 0,12% e terminou aos 810 pontos.

Fonte: Globo News

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