02/07/2003 11h01 – Atualizado em 02/07/2003 11h01
BRASÍLIA e RIO – Nota oficial do Ministério de Minas e Energia divulgada nesta quarta-feira informa que os preços dos combustíveis no país não terão redução enquanto os preços internacionais estiverem subindo por causa da crise na Nigéria.
Ontem a ministra da pasta, Dilma Rousseff, disse que em breve, talvez ainda nesta semana, o governo anunciaria nova redução dos preços dos combustíveis. E o motivo da queda seriam justamente os preços do mercado internacional.
- Muito provavelmente esta semana – disse Dilma.
A greve na Nigéria, que pede a redução dos preços dos combustíveis no país, entrou no terceiro dia. Na capital, Abuja, soldados abriram fogo no principal mercado, tentando dispersar os manifestantes, disse uma testemunha da Reuters.
A greve paralisou negócios, causou pelo menos oito mortes e ameaça, pela primeira vez, a produção da oitava exportadora mundial de petróleo. A Nigéria exporta mais de dois milhões de barris da commodity por dia.
- A situação na Nigéria está deixando as pessoas nervosas no mercado, porque há uma ameaça real – afirmou Kevin Norrish, analista da Barclays Capital Research em Londres.
De fevereiro, quando os preços da gasolina atingiram um de seus níveis mais altos do ano, até agora os preços do produto registram uma queda de 10,14%, em média. Segundo pesquisa da Agência Nacional do Petróleo (ANP), na semana passada a gasolina estava custando em média no país R$ 2,001 o litro, contra R$ 2,227 na semana de 16 a 22 de fevereiro. A gasolina está com os preços médios atuais nos mesmos níveis de dezembro do ano passado, quando o produto estava custando exatamente R$ 2,001 por litro.




