02/07/2003 16h01 – Atualizado em 02/07/2003 16h01
O deputado federal Geraldo Resende, presidente regional do PPS disse que o ofício enviado pelo presidente do diretório municipal, Luis Carlos Ribeiro à Prefeitura, demonstra que o Partido mantém sua postura de defesa da democracia e liberdade de exposição de idéias. A avaliação é relacionada à exigência da atual administração de que tanto o PPS quanto o próprio deputado façam retratação quanto às afirmações contidas em um folheto que o parlamentar distribuiu na cidade, sobre o gasto, pelo Município, de R$ 1 milhão com propaganda.
“É um absurdo o Prefeito pedir retratação minha e do partido. Isso nos cheira a artifício político para fugir das respostas que exigimos, quanto a aplicação de R$ 1 milhão em publicidade. Seria mais fácil responder, se resposta houvesse, do que agredir uma instituição partidária, com a empáfia que é peculiar ao partido hegemônico da administração municipal”, afirmou o deputado.
Segundo Geraldo Resende, “o PPS não está de cócoras. Enganam-se ao subestimar nosso partido, sua história e a dos homens e mulheres que com coragem enfrentaram regimes autoritários e antidemocráticos”, acrescentando que o brio dos integrantes do PPS foi atingido com a exigência que está sendo feita pela administração.
“Não haverá retratação do PPS, tampouco de minha parte, na medida em que esperamos que o Prefeito e seu partido se retratem perante a população douradense”, salientou o parlamentar, para quem “parece que o PT já está em campanha, partindo para o ataque feroz a seus críticos, ao invés de dar explicações convincentes sobre seus atos”.
Geraldo Resende disse que até o momento a Prefeitura vem fugindo da discussão principal, que é a inconveniência de utilizar R$ 1 milhão em propaganda, enquanto setores essenciais como a saúde e infra-estrutura enfrentam sérias dificuldades, sempre com a alegação da falta de recursos.
O deputado foi mais além e sugeriu que para acabar com toda a polêmica, o prefeito Laerte Tetila “venha de público explicar, em detalhes, suas propostas de publicidade e busque redirecionar pelo menos parcela desse recurso para a contratação de médicos nos postos de saúde, compra de medicamentos, patrolamento e pavimentação de ruas, entre outras ações em setores deficitários”.



