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segunda-feira, 29 de junho de 2026

Bovespa fecha com alta de mais de 2%. Dólar tem menor cotação em um ano

01/07/2003 17h07 – Atualizado em 01/07/2003 17h07

O fluxo positivo de recursos no país, captados por empresas e bancos no exterior, puxou mais uma vez o dólar para baixo. A moeda americana caiu 0,21% e fechou com a terceira queda consecutiva, cotada a R$ 2,835 na compra e R$ 2,838 na venda. A cotação é a menor desde 12 de julho de 2002, quando o dólar fechou cotado para venda a R$ 2,810. Os investidores da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) aproveitaram a recuperação das bolsas americanas e o otimismo no mercado cambial para elevar o preço das ações.

Fecha com forte alta. Dólar voltaO Ibovespa fechou em alta expressiva de 2,46%, com 13.291 pontos e volume financeiro de R$ 572,3 milhões. Em Nova York, o índice Dow Jones fechou em alta de 0,62% e a Nasdaq em elevação de 1,06%.

A queda da inflação está animando os investidores, que já dão como certa uma outra redução dos juros básicos. A aposta do mercado na queda da inflação e no conseqüente corte na taxa Selic ficou mais evidente após declarações da ministra de Minas Energia. Ela disse que os preços dos combustíveis podem cair novamente esta semana (clique aqui e saiba mais) .

JUROS FUTUROS – No término do pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o contrato de agosto apontava queda de 0,01 ponto percentual, com taxa de 25,37% ao ano. O vencimento para o mês de setembro fechou com queda de 0,05 ponto, a 24,72% ao ano. Outubro encerrou com recuo de 0,15 ponto, a 24,07%.

O vencimento de janeiro de 2004, o contrato mais líquido da BM&F, fechou com recuo de 0,10 ponto e projetou 22,83% ao ano. Para abril de 2004 a queda foi de 0,20 ponto, projetando juros de 22,06% ao ano. Por fim, o vencimento de julho de 2004 perdeu 0,30 ponto percentual e fechou a 21,68% anuais.

BOVESPA – Entre as ações mais negociadas estiveram Telemar PN, Petrobras PN e Embratel Part PN. As maiores altas foram de Copel PNB (6,9%), Sabesp ON (6,7%) e Eletrobras PNB (6,4%). Entre as principais baixas estiveram Souza Cruz ON (1,9%), Siderúrgica Nacional ON (1,4% e Usiminas PNA (1,1%).

O volume pequeno de negócios fez a Bovespa andar de lado pela manhã, mas mesmo assim o índice conseguiu encerrar o primeiro período em alta de 0,60%. O Ibovespa marcava 13.051 pontos e volume financeiro de R$ 232,9 milhões. De acordo com um operador, depois de registrar uma alta de mais de 15% no semestre, o índice somente poderá mudar de posição se as reformas andarem no Congresso. As ações que mais subiram no semestre passado, portanto, perderiam um pouco o valor em um movimento de realização de lucros.

Além de acompanhar os desdobramentos sobre o reajuste das tarifas de telefonia, que no Rio de Janeiro e em Santa Catarina foram suspensos por liminar, os investidores estiveram atentos ao andamento das reformas estruturais, principalmente à da Previdência. A boa notícia com o aumento das tarifas de telefonia é que o reajuste de uma vez só, como determinou a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), não vai impactar a inflação do ano que vem. De acordo com o mercado, isso permitiria a redução dos juros nas próximas

reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom). A meta estabelecida na semana passada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) foi de inflação de 5,5% para 2004.

RISCO – O principal título da dívida externa brasileira mantém a trajetória positiva. O C-Bond, papel brasileiro mais negociado, registra valorização de 0,46% e é negociado a 88,44% de seu valor de face (US$ 0,8844).

Com a melhora do C-Bond, o risco Brasil cai com força. Segundo o banco JP Morgan Chase, o Embi+ apontava, no mesmo horário, queda de 1,65%, a 775 pontos-base.

CÂMBIO – Os fundamentos econômicos do país estão favorecendo o otimismo no mercado financeiro.

  • O dólar está literalmente refém dos fluxos de captações. Os ingressos são generosos e a pressão é forte para a queda. No inícios dos negócios desta terça-feira houve uma tentativa de puxar a moeda para cima, mas longe de inverter a tendência dos últimos dias – afirmou Hélio Osaki, analista da Corretora Finambras.

Osaki citou ainda os vários indicadores de inflação que estão em trajetória de queda. A Fundação Getúlio Vargas divulgou o resultado do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), que na terceira quadrissemana encerrada em 22 de junho registrou deflação de 0,03%. Foi a primeira variação negativa registrada pelo índice, que começou a ser apurado em 29 de janeiro deste ano.

A expectativa é que a redução nos preços dos combustíveis minimize o impacto do reajuste de tarifas de telefonia na inflação de julho. O aumento das teles, autorizado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

  • Com a expectativa de queda da inflação, o Banco Central poderá relaxar a sua política monetária cortando os juros já na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) – afirmou Osaki.

O único motivo forte que poderia inverter a tendência de queda do dólar neste momento, segundo o analista, seria o quadro político. Para ele, as reformas estruturais terão de andar com tranqüilidade e o governo terá de fazer esforço para não deixar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura evasão de divisas do Banestado ganhar destaque no noticiário. Hoje, o Congresso iniciou os trabalhos da convocação extraordinária. A pauta tem 53 itens, entre eles a garantia de inclusão da CPI do Banestado e a agilização da tramitação das reformas estruturais.

PARALELO – O dólar paralelo em São Paulo acompanhou o comercial e fechou em queda de 1,32%, a R$ 2,880 na compra e R$ 2,970 na venda. No Rio, o document.write Chr(39)blackdocument.write Chr(39) encerrou o dia em queda de 1,69%, cotado a R$ 2,750 na compra e R$ 2,900 na venda. O dólar turismo em São Paulo também fechou com redução de 1,01%, a R$ 2,800 na compra e R$ 2,920 na venda.

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