16/06/2003 14h30 – Atualizado em 16/06/2003 14h30
O porta-voz do primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, afirmou nesta segunda-feira que o governo do país rejeita o envio de uma força de paz internacional para a região.
A proposta, feita pela França, foi aceita prontamente pela Autoridade Nacional Palestina.
“Aqui, não haverá força internacional. A única coisa que Israel aceita é a presença de observadores para a implementação das várias etapas do plano de paz”, disse o porta-voz à agência de notícias France Presse.
No domingo à noite, o senador republicano Richard Lugar, um dos mais próximos ao presidente americano George W. Bush, havia dito à BBC que os Estados Unidos estudavam participar dessa suposta força internacional de paz.
ONU:
Inicialmente, quando a força de paz foi proposta pela ONU, o governo americano a rejeitou.
A segunda tentativa, que teria tido uma resposta diferente dos Estados Unidos, foi feita pelo ministro das Relações Exteriores da França, Dominique de Villepin.
Ele declarou que tentará convencer seus colegas europeus num encontro nesta segunda-feira.
“Deixe-nos planejar essa força, deixe-nos ver como podemos contribuir no local”, disse Villepin a uma rádio israelense na França, de acordo com a AFP.
“Se a França quer ajudar a avançar o processo de paz, ela deveria usar sua influência com (o presidente palestino) Yasser Arafat para impedi-lo de destruir os esforços de paz feitos por (primeiro-ministro palestino) Mahmoud Abbas”, afirmou o porta-voz do governo israelense.
Violência:
A última onda de violência entre israelenses e palestinos já soma 60 pessoas mortas.
O presidente americano, George W. Bush, pediu um endurecimento global contra militantes palestinos, citando especificamente o Hamas.
Em seus comentários sobre o processo do paz, ele afirmou que “aqueles que amam a paz e a liberdade devem lidar duramente com o Hamas”.
“Para aqueles entre nós que estão interestados em mover o plano de paz para a frente, nós devemos combinar nossos esforços para cortar dinheiro e apoio para qualquer pessoa que tente sabotar o processo de paz.”



