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terça-feira, 23 de junho de 2026

Guga e argentinos são força latino-americana em Paris

26/05/2003 09h50 – Atualizado em 26/05/2003 09h50

Ninguém contesta que o sonho de todos os tenistas latino-americanos é conquistar o título de Roland Garros. Eles foram criados nas quadras de saibro, superfície que dominam com maior perfeição.

E, se é verdade que nos últimos anos eles têm sido obrigados a se adaptar ao cimento e à grama, os resultados são inegáveis – a argila é a sua superfície preferida.

A legião latino-america que veio neste ano a Paris é liderada por um grupo de argentinos em grande forma, liderado por Guillermo Coria, número sete do mundo, Gastón Gaudio e Agustín Calleri, melhores do ano nas quadras de saibro.

E, é claro, o brasileiro Gustavo Kuerten, três vezes campeão de Roland Garros, último tenista latino-americano a realizar a façanha, em 2001.

Sonho

Apesar de não estar em sua melhor forma, Guga tentará voltar ao seu melhor tênis justamente no torneio que mais lhe deu satisfação na carreira. Ele estréia na terça-feira contra o veterano suíço Marc Rosset.

Antes de Guga, o equatoriano Andrés Gómez e o argentino Guillermo Vilas haviam se sagrado campeões na França.

O astro em ascensão Guillermo Coria não esconde que tem um objetivo bastante parecido. “Meu sonho é poder ganhar Roland Garros”, disse.

Além de Coria, Gaudio e Calleri, a Argentina manda vários outros tenistas a Roland Garros com justificadas esperanças de fazer uma boa campanha – Mariano Zabaleta, David Nalbandian, Juan Ignacio Chela e vários outros.

Mas nem só de Guga e dos argentinos viverá o tênis latino-americano na capital francesa.

O chileno Marcelo Ríos hoje parece estar longe de conseguir o que, para muita gente, era uma conseqüência lógica, especialmente depois de ter chegado ao topo do ranking mundial, em 1998.

Seu compatriota Fernando González, melhor jogador chileno da atualidade, tentará em Paris obter o impulso que o colocará definitivamente entre os melhores tenistas do mundo.

A equipe chilena está embalada – acaba de se consagrar campeã mundial por equipes, derrotando a Argentina nas semifinais e a República Checa na final.

Ameaça espanhola

O maior obstáculo para os tenistas latino-americanos – assim como de qualquer outro lugar – é a temida “armada espanhola”.

Entre os tenistas com melhor desempenho no saibro neste ano, os espanhóis Carlos Moyá, Juan Carlos Ferrero e Félix Mantilla estão respectivamente na terceira, na quarta e na sétima colocação.

O atual detentor do título é o também espanhol Albert Costa, e Moyá venceu em 1998.

Muitos especialistas consideram Ferrero como principal favorito em 2003, tendo sido vice no ano passado e semifinalista em 2000 e 2001 (em ambas as vezes perdeu para Guga).

Atualmente, ele ocupa o terceiro posto no ranking mundial, incrementando seu favoritismo.

Neste ano já venceu o Master de Monte Carlo e o Aberto de Valência, enquanto Moyá ganhou o Aberto de Barcelona, e Mantilla, o de Roma.

A Espanha também já conseguiu glórias em Roland Garros com Sergi Bruguera (campeão em 1993 e 1994), Andrés Gimeno (em 1972, até hoje o jogador mais velho a conseguir o feito, com 34 anos e 10 meses) e Manuel Santana (em 1961 e 1964).

Outros favoritos

Nesta lista devem aparecer os nomes dos atuais números um e dois do ranking mundial: o australiano Lleyton Hewitt e o americano Andre Agassi (clique aqui para saber mais sobre Agassi).

Hewitt pode sofrer com a falta de familiaridade com o tênis mais cadenciado das quadras de argila e também pelo fato de não ter se preparado com tanta ênfase para este tipo de jogo, uma vez que sua prioridade é reter o título do Torneio de Wimbledon, que ocorre duas semanas após a final de Roland Garros.

O suíço Roger Federer também é visto como um provável ganhador de um título do Grand Slam.

E vale a pena prestar atenção também neste ano para dois outros não-especialistas nas quadras de saibro: o americano Andy Roddick e o tailandês Parandon Srichaphan.

Chave feminina

Entre as mulheres, é muito mais fácil identificar as favoritas.

O domínio das irmãs americanas Serena e Venus Williams, números um e três do mundo, é quase incontestável – as duas disputaram as últimas quatro finais do Grand Slam, todas com vitórias de Serena.

Surpresas poderiam vir da Bélgica – Kim Clijster, número dois do mundo, e Justine Henin, número quatro, aparecem como as mais plausíveis adversárias das irmãs Williams.

Outras tenistas com esperança de fazer uma boa campanha em Roland Garros são a francesa Amélie Mauresmo e as americanas Lindsay Davenport e Jennifer Capriati.

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