26/05/2003 15h51 – Atualizado em 26/05/2003 15h51
A diretora executiva do Ibiss (Instituto Brasileiro de Inovação Pró-sociedade Centro-Oeste), Stela Scândola, disse hoje, que o turismo de pesca é o principal vilão do turismo sexual sem gerar recursos para os municípios que o sediam.
Ela defende que o governo combata esse tipo de atividade e estimule o turismo por famílias que vão deixar mais renda do município. Corumbá e Porto Murtinho são os municípios onde a situação é a mais gritante. A gravidade maior é que o turismo sexual envolve crianças e adolescentes.
Stela lembra que em Campo Grande mesmo foi constatado em uma boate, há quatro anos, “leilão” de garotas virgens com 12 anos de idade. Para combater a atividade, a principal ferramenta, acredita a diretora do Ibiss, é a soma de esforço entre os poderes e conscientização. Ela conta que em entrevistas feitas com prefeitos um deles chegou a defender a atividade, por movimentar recursos.
“Combater a exploração sexual não é feita por um herói. É preciso rede de entidades sintonizadas, promotores, delegados, envolvidos e ONGs fortes, além de conselho tutelar preparado e equipado, Poder Judiciário sensibilizado e mobilização social”, afirma. Hoje o Ibiss já está aprimorando a parceria com a PRF (Polícia Rodoviária Federal) o que está proporcionando avanço em vários passos.



