23/05/2003 07h48 – Atualizado em 23/05/2003 07h48
CIDADE DE GAZA (CNN) — Em meio a apelos internacionais por ações mais duras para conter a violência no Oriente Médio, o primeiro-ministro palestino, Abu Mazen, reuniu-se nesta quinta-feira com líderes do grupo radical islâmico Hamas.
Fontes palestinas informaram à CNN que o encontro durou cerca de duas horas e que os dois lados decidiram voltar a conversar.
Os líderes do Hamas, segundo as fontes, propuseram um cessar-fogo condicional do mesmo tipo já sugerido em ocasiões anteriores: os atos terroristas serão suspensos se Israel interromper as operações militares nos territórios palestinos.
No passado, Israel rejeitou essa mesma proposta.
Na quarta-feira, Abu Mazen cancelou uma visita que faria ao norte da Faixa de Gaza depois que tanques israelenses e escavadeiras retornaram à cidade de Beit Hanoun, da qual haviam se retirado no dia anterior.
Abu Mazen pretendia vistoriar os danos causados pela incursão israelense.
O encontro entre o premier palestino e os líderes do Hamas aconteceu em meio ao recrudescimento da violência no Oriente Médio. Entre sábado e segunda-feira, Israel foi assolado por cinco atentados, que deixaram dezenas de mortos e feridos.
Abu Mazen e o ministro da Segurança da Autoridade Palestina, Mohammed Dahlan, já haviam sugerido que enfrentariam o Hamas e outros grupos extremistas que se recusassem a suspender a luta armada contra alvos israelenses.
Nesta quinta-feira, o porta-voz da Casa Branca, Ari Fleischer, revelou que o presidente George W. Bush telefonou na véspera a Mazen e ao primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon.
Bush classificou a conversa com Mazen como “amistosa e esperançosa”. A Sharon, disse que acreditar que o premier palestino seja “um reformista que quer a paz”.
Também nesta quinta-feira, a Marinha israelense afirmou ter apreendido um barco pesqueiro na costa do Líbano, no qual viajava um especialista em bombas do grupo Hezbolá.
Na embarcação, segundo os israelenses, também teriam sido encontrados disquetes de computador com orientações sobre futuros atentados.
O Hezbolá negou qualquer vínculo com o barco apreendido.



