23/05/2003 12h30 – Atualizado em 23/05/2003 12h30
O Terminal Hidroviário de Bataguassu vai propiciar, aos empresários do agronegócio no Estado, economia de até 33% no custo do frete de commodities (produtos, in natura ou de extração mineral, que podem ser negociados no Mercado de Futuros) para o Porto de Santos (SP) e grandes mercados consumidores nacionais.
A afirmação é do diretor-presidente da Agitrams (Agência Estadual de Gestão e Integração de Transportes), Fermiano Yarzon. A inauguração do porto está prevista para o segundo semestre deste ano.
O valor do frete rodoviário entre Dourados e Paranaguá (PR), por tonelada de produto, chega a R$ 64,00, conforme estudo feito pela Agitrams. Se o produtor optar pelo transporte intermodal vai economizar R$ 21,00 por tonelada.
Neste caso, o produto segue em caminhões de Dourados até o Terminal Hidroviário de Bataguassu; de lá desce em embarcações pelos rios Pardo-Paraná-Tietê até Pederneiras (SP) e continua de trem para o Porto de Santos, onde é exportado. Pelo transporte intermodal, o custo do frete/tonelada cai para R$ 43,00.
A entrega do Terminal Hidroviário de Bataguassu é parte do Programa de Ações para o Desenvolvimento. Esse é o segundo porto construído na gestão do governador Zeca do PT (o Porto de Murtinho foi reativado em julho do ano passado) e representou investimento de R$ 6,8 milhões, recursos oriundos da Cesp (Companhia Energética de São Paulo) como compensação pela inundação do lago da Usina Sérgio Motta, no rio Paraná.
As obras já estão praticamente concluídas, garantiu Yarzon. A moega pode carregar até 200 toneladas por hora e o porto disporá ainda de um armazém com capacidade de 12 mil toneladas de grãos. “Já temos vários interessados”, adiantou o diretor-presidente da Agitrams.




