22/05/2003 14h12 – Atualizado em 22/05/2003 14h12
Coordenadores das Centrais Estaduais de Notificação, Captação e Doação de Órgãos da região Centro-Oeste estão reunidos hoje em Brasília, no Ministério da Saúde, para discutir um forma de atuação que possa viabilizar a realização de mais cirurgias. Cada central poderá expor questões e problemas regionais para que se busque uma forma de trabalho consensual entre os estados.
A ampliação dos tipos de transplantes realizados em cada estado também será discutida, como forma de evitar que doentes precisem viajar para receber um órgão. A mudança é avaliada sob o ponto de vista da economia com o procedimento. Reunião semelhante já foi realizada nas regiões Norte, Nordeste e Sul, e, em breve, será promovida no Sudeste.
Conforme levantamento do Ministério da saúde, há 444 hospitais com 1.0090 equipes credenciadas para fazer transplantes. Em 2002, foram realizados 7.921 transplantes de órgãos, número 80,2% maior que em 1998, quando foram realizadas 4.299 cirurgias.
A criação do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), com a Lista Única de Receptores, tornou visível a quantidade de pessoas à espera de um órgão, são 53.600 no País. A demanda está assim distribuída: 244 pessoas necessitam de um transplante de coração; 21.133 de córnea; 3.969 de fígado; 68 de pulmão; 27.771 de rim; 115 de pâncreas; e 353 precisam de um transplante simultâneo de rim e pâncreas.
O Brasil é o segundo País do mundo em número de transplantes realizados.




