29/04/2003 10h33 – Atualizado em 29/04/2003 10h33
BELO HORIZONTE — As autoridades da Saúde de Minas Gerais estão examinando um novo caso suspeito de síndrome respiratória aguda grave, a pneumonia atípica conhecida pela sigla em inglês Sars, envolvendo um menino de 2 anos que chegou ao país há sete dias, procedente de Hong Kong.
O ministro está internado no Centro Geral de Pediatria, de Belo Horizonte, com febre alta, tosse e dificuldade para respirar – sintomas característicos da doença, que já contaminou mais de cinco mil pessoas em todo o mundo, causando a morte de pelo menos 332.
A mãe da criança e outras pessoas que tiveram contato com o paciente foram colocadas em quarentena.
Esse é o sexto caso suspeito registrado no país da doença, que mobilizou a Organização Mundial da Saúde (OMS) e países dos cinco continentes.
Em Curitiba, o alemão Richard Martim Pforzhein, de 26 anos, foi internado numa ala isolada do Hospital de Clínicas. Pforzhein chegou ao Brasil há 54 dias, vindo de Frankfurt.
Há 15 dias, o jovem esteve internado em Guarapuava, cidade próxima a Entre Rios, com febre alta e problemas respiratórios.
Dentro de três semanas deverão ser apresentados os resultados dos exames a que o estrangeiro foi submetido.
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) do Paraná, a possibilidade de infecção causada pela Sars é pouco provável, já que o paciente não esteva em países que têm registrado casos de infecção.
Em São Paulo, na última terça-feira, um homem, de 47 anos, foi internado no Hospital Emílio Ribas com sintomas de Sars.
O paciente esteve em Pequim, na China, há menos de 10 dias.
O material coletado para os exames foi enviado para o Instituto Adolfo Lutz.
A avaliação deverá sair dentro de três semanas. Os parentes do pacientes são mantidos em quarentena, em casa.
Em Santa Catarina, uma mulher que estava com suspeita de contaminação foi liberada.
A paciente esteve em Toronto, no Canadá, e retornou ao Brasil há pouco mais de uma semana.
Ainda não saíram os resultados da segunda etapa de exames feitos com a paciente inglesa Sally Blower, de 41 anos, internada no início do mês no Hospital Albert Einstein, em São Paulo.
A repórter foi liberada, mas sem diagnóstico definitivo.
A avaliação sobre a presença ou não do coronavírus só ficará pronta dentro de 10 dias.
Também não foram finalizados os exames do menino chinês de 4 anos, morador de Sorocada, no interior de São Paulo.
A expectativa é de que fiquem prontos em 15 dias.
(Com informações da Agência RBS)






