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sexta-feira, 12 de junho de 2026

DIÁRIO MS: Zeca quer posição clara do PMDB

23/04/2003 10h18 – Atualizado em 23/04/2003 10h18

O governador Zeca do PT disse ontem, em entrevista durante visitas técnicas a obras em Campo Grande, que o PMDB precisa negociar às claras, sem medo de “namorar com a luz acesa”, a ocupação de cargos federais em Mato Grosso do Sul. Para o governador, o PMDB se comporta como uma “mocinha vergonhosa”. “O PMDB tem de parar com esse negócio de querer se passar por mocinha vergonhosa quando quer namorar”, disse o governador Zeca. Para ele, o partido presidido no Estado pelo deputado federal Waldemir Moka e que tem o prefeito André Puccinelli como principal líder, finge que não quer cargos federais, mas vive fazendo pressão em Brasília para impedir que a bancada federal do PT consiga trocar os chefes regionais do DNIT (Departamento Nacional de Infra-Estrutura Terrestre), da DFA (Delegacia Federal de Agricultura) e da Infraero. “O PMDB está que nem mocinha vergonhosa, que namora quando apaga a luz do cinema, e quando acende a luz se esconde”, comparou o governador. Segundo Zeca, os deputados Waldemir Moka e Celina Jallad, que integra a bancada do PMDB na Assembléia Legislativa, “falam que não querem nada, mas no escondidinho vão falar com José Dirceu (ministro-chefe da Casa Civil)”. Pressão Para Zeca, o episódio dos cargos não passa de uma polêmica “boba” criada pelo PMDB, que não quer se assumir. “Quem está segurando os atuais dirigentes do DNIT, da DFA e da Superintendência da Infraero?”, questionou o governador. “Não é a bancada federal do PT, que já levou os nomes do Marcelo Miranda, representando nosso aliado PL, para o DNIT e do ex-deputado José Elias para a DFA. Não troca porque o PMDB faz pressão”, afirmou. “Mas para mim não tem problema de namorar com a luz acesa”, afirmou Zeca. “Para mim o PMDB está fazendo o papel de quem não sabe o que quer”. União O governador disse que o PT vai caminhar unido para as eleições municipais de 2004 e garantiu que divergências internas são naturais e serão superadas. Indagado sobre a crise em relação ao deputado federal Antônio Carlos Biffi, cujo grupo político continua até hoje fora do governo, Zeca afirmou que no PT existe a liberdade do contraditório, mas na hora de decidir sempre há o respeito à maioria. “No PT nós não varremos nada para debaixo do tapete”, declarou. Durante visita de inspeção às obras do Mercado do Produtor, Zeca anunciou que promoverá dois lançamentos de pacotes de obras por ano. O primeiro pacote será anunciado no dia 1º de maio, Dia do Trabalhador. O segundo ocorrerá no dia 26 de agosto, durante as comemorações do aniversário de Campo Grande. O objetivo é aumentar o cacife do governo estadual na sucessão de André Puccinelli. Vencer a eleição na capital é uma das prioridades do governador. Fundersul A estadualização do ITR (Imposto Territorial Rural), que pode render aos Estados R$ 200 milhões por ano, é, segundo Zeca, uma boa alternativa para substituir o Fundersul (Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário). Segundo ele, o Fundersul deverá ser extinto com a aprovação pelo Congresso Nacional do projeto de reforma tributária. “Acho ótimo que se acabe com o Fundersul, porque vai terminar essa confusão de prefeito brigando por dinheiro do fundo”, disse o governador, numa crítica direta aos prefeitos que estariam usando a Assomasul para fazer política.

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