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quinta-feira, 11 de junho de 2026

G7 apóia participação da ONU em planos de reconstruir Iraque

14/04/2003 10h46 – Atualizado em 14/04/2003 10h46

Os Estados Unidos aceitaram neste sábado – durante encontro do grupo dos sete países mais ricos do mundo – que há a necessidade de uma nova resolução da ONU preparando o caminho para que a reconstrução do Iraque seja fruto de esforços conjuntos.

A declaração dos ministros da Fazenda dos países que fazem parte do G7 – Estados Unidos, Japão, França, Alemanha, Grã-Bretanha, Itália e Canadá (Rússia participa informalmente) – “reconhece a necessidade de um esforço multilateral para ajudar o Iraque” e confirma o apoio deles para que haja uma nova resolução da ONU.

Uma ação multilateral também foi defendida pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pelo Banco Mundial diante da necessidade urgente de “restaurar a segurança, aliviar o sofrimento humano e promover o crescimento econômico” do Iraque.

“O FMI e o Banco Mundial estão prontos para desempenhar o papel que lhes cabe na reconstrução do Iraque no momento que for apropriado,” segundo pronunciamento divulgado depois de um encontro também realizado neste sábado.

Consenso

O chanceler britânico, Gordon Brown, que é presidente do Comitê Monetário e Financeiro Internacional, comum às duas instituições financeiras, disse que o consenso registrado no encontro demonstra que o espírito de cooperação internacional baseado em valores comuns ainda está vivo.

A decisão parece abrir caminho para que o FMI e o Banco Mundial passem a avaliar o tamanho do desafio que enfrentarão no Iraque.

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, John Snow, disse que as duas instituições poderão agora passar a fornecer ajuda técnica.

Funcionários do Tesouro americano disseram mais tarde, no entanto, que não há mudança em relação ao papel que a ONU terá no Iraque.

Dívidas

Snow parece ter tido menos sucesso em convencer os outros ministros da Fazenda a perdoarem as dívidas do regime de Saddam Hussein.

Na quinta-feira, o secretário-adjunto da Defesa americano, Paul Wolfowitz, havia dito que ajudaria bastante se a Alemanhã, a França e a Rússia ignorassem essas dívidas.

No entanto, a declaração do G7 apenas afirma que “é importante discutir a questão da dívida”, que agora será passada para avaliação de um grupo informal conhecido como o clube de Paris.

O ministro da Fazenda alemão, Hans Eichel, deixou claro que a Alemanha insistirá na reestruturação da dívida, não em perdão.

“Nós não só esperamos obter o nosso dinheiro, nós iremos tê-lo de volta”, disse Eichel aos repórteres.

O Iraque deve aos seus credores cerca de U$ 80 bilhões, mais U$ 40 bilhões em juros e, talvez, mais U$ 50 bilhões ou U$ 60 bilhões em contratos com empresas privadas que ainda não foram pagos. O governo iraquiano ainda deve cerca de U$ 200 bilhões em compensações pela primeira Guerra do Golfo.

Caos

O Tesouro americano também foi vago em relação aos planos que teria para ajudar o Iraque a estabilizar a sua moeda – missão que agora poderia também ser deixada para o FMI.

Snow disse que será responsabilidade da Autoridade Interina Iraquiana, quando essa for criada, decidir sobre a forma futura da moeda iraquiana.

Mas, enquanto isso, ele admitiu que três moedas diferentes – o dinar de Saddam, o dinar suíço e o dólar americano – irão circular no país.

O Tesouro americano tem uma equipe de 15 funcionários no Kuwait que está aconselhando o grupo americano responsável pela implantação de uma administração civil no Iraque e deverá ir em breve para Bagdá.

Mas esses funcionários já afirmaram que não sabem se encontrarão um banco central funcionando no Iraque ou qualquer autoridade do governo iraquiano com a qual eles possam trabalhar.

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