14/04/2003 10h51 – Atualizado em 14/04/2003 10h51
SÃO PAULO – O dólar comercial opera em leve baixa nos negócios desta manhã, mantendo a tendência da sexta-feira. Às 10h23m, a moeda americana recuava 0,31%, cotada a R$ 3,190 na compra e R$ 3,195 na venda. O bom desempenho do C-Bond e o otimismo das bolsas européias e americanas garantem o clima de tranqüilidade no mercado brasileiro. Já a Bovespa opera em alta moderada nesta primeira hora de negociação, acompanhando a abertura positiva das bolsas americanas. Às 10h35m, o Índice Bovespa tinha 11.785 pontos, com alta de 0,57% e volume financeiro de R$ 17,7 milhões. No mesmo horário, o índice Dow Jones, da bolsa de Nova York, subia 0,49%.
Telemar PN, ação mais negociada da bolsa, tem alta de 1,71% e ajuda a puxar o Ibovespa, já que responde por 13% de sua composição. Entre as ações que fazem parte do Ibovespa, as maiores altas são de Embratel Participações ON e PN, que sobem 3,8% e 3,4%, respectivamente. Entre as quedas mais significativas do índice estão Klabin PN (-4,8%) e Comgás PNA (-2,6%).
RISCO – Os principais indicadores que sinalizam a confiança dos investidores estrangeiros no Brasil apresentam nesta manhã desempenho favorável. Às 10h40m, o Embi+ do país, calculado pelo J.P. Morgan, registrava, segundo o Valor Online, queda de 2,27%, situando-se em 904 pontos.
No mesmo horário, o C-bond, principal título da dívida externa brasileira, registrava valorização de 1,07%, sendo negociado nos mercados internacionais a 83,88% de seu valor de face.
Na sexta-feira (11/4), o risco país registrou queda de 4,15% e fechou em 925 pontos.
CÂMBIO – O dólar sofreu ajustes na última semana, mas ainda conseguiu terminar a semana com baixa moderada. A sinalização de que a guerra no Iraque está no final e a manutenção do fluxo positivo de recursos ao Brasil foram dois outros fatores que inibiram pressões de compra sobre o dólar.
Nesta segunda-feira, um dos destaques é mais uma vez a balança comercial, cujo superávit não pára de crescer. Na semana passada, as exportações superaram as importações em US$ 461 milhões, acumulando superávit de US$ 4,471 bilhões desde janeiro.
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), os juros futuros andam document.write Chr(39)document.write Chr(39)de ladodocument.write Chr(39)document.write Chr(39) nesta manhã, com ligeira tendência de alta nos vencimentos mais curtos. O pequeno ajuste nesses contratos se deve à leve aceleração da inflação sinalizado na semana passada, que diminuíram as apostas num corte de juros no curto prazo. O Depósito Interfinanceiro (DI) de julho deste ano está em 26,20% ao ano, contra os 26,18% do fechamento de sexta-feia.
A semana encurtada pelo feriado da Páscoa deve ter como principais destaques no cenário interno a divulgação de índices de inflação e a movimentação do governo em torno das reformas tributária e da Previdência. O Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne na próxima semana para decidir sobre a taxa básica da economia, a Selic, hoje fixada em 26,50% ao ano, com viés de alta. A utilização do viés já é descartada há vários dias, diante das fortes quedas do dólar.
A queda do dólar também animou os investidores a apostarem no corte da Selic nos próximos meses ou, para os mais entusiasmados, até mesmo em abril. Mas os índices de inflação divulgados na última semana mostraram resistência da inflação em cair, mesmo com a queda do dólar para menos de R$ 3,20. Com isso, o mercado teve um forte ajuste para cima, para depois retomar a tendência de baixa. O boletim Focus, do Banco Central, mostrou hoje que os investidores elevaram de 12,22% para 12,30% a previsão para o IPCA de 2003.
O cenário internacional se mostra mais aliviado com o fim da guerra no Iraque, mas as dúvidas ainda são muitas. Apesar de não ter encontrado armas de destruição em massa no Iraque, o presidente George W. Bush agora acusa a Síria de ter armas químicas. As ameaças de Bush preocupam os investidores, que temem novo conflito. Além disso, nesta semana começam a sair balanços de empresas americanas, além de importantes indicadores da economia dos Estados Unidos. A tendência é o mercado reagir mais fortemente aos resultados corporativos, passado o maior impacto da guerra.




