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quinta-feira, 11 de junho de 2026

Um sábado de saques e protestos no Iraque

12/04/2003 10h10 – Atualizado em 12/04/2003 10h10

BAGDÁ – Embora o general de brigada do Comando Central Vincent Brooks tenha garantido que os saques estão diminuindo nas cidades iraquianas, o caos ainda toma conta do país. Neste sábado, centenas de iraquianos fizeram um protesto no centro de Bagdá pedindo que metidas sejam tomadas para a contenção da desordem. Mas a abertura de duas pontes que haviam sido fechadas – a Al-Rasheed e Al-Jumhuriya, sobre o rio Tigre – deram início a uma nova onda de saques.

Segundo a CNN, os soldados americanos começaram entrevistar ex-policiais iraquianos para tentar formar uma brigada policial. Mas a tentativa de convencer os policiais a retomarem suas funções não tem sido bem sucedida. Nenhuma força iraquiana foi vista policiando as cidades. Neste sábado, o porta-voz do comando britânico – o capitão Al Lockwood, disse que as forças britânicas irão ajudar no patrulhamento de Basra. Segundo a CNN, o Pentágono teria apoiado um plano de pedir que outros países enviem policiamento para controlar a situação. A ajuda, no entanto, não seria com forças militares. Além disso, 26 representantes de forças policiais e oficiais de Justiça americanos estão sendo enviados para o Iraque. É uma equipe avançada de um contingente que pode chegar a até 1.150 pessoas para ajudar a restaurar a ordem no país.

O Museu Nacional de Bagdá foi inteiramente saqueado. Tesouros arqueológicos das civilizações que viveram na região do Tigre-Eufrates foram destruídos ou desapareceram. Segundo o “The Guardian”, uma funcionária do museu explicou que até o depósito que guardava as peças mais importantes foi invadido e tudo foi levado. “Toda a história do Iraque foi destruído”, disse ela. Estátuas e cerâmicas destroçadas se espalharam pelo museu. Neste sábado, um banco também foi invadido. Mas os soldados americanos nada fizeram. O único prédio administrativo que continua sob proteção é o Ministério do Petróleo.

Ajuda humanitária – O caos tem dificultado a chegada da ajuda humanitária. O general de brigada do Comando Central das forças de coalizão Vincent Brooks – neste sábado – que novos navios estão chegando ao porto de Umm Qsar, no sul do Iraque, para que suprimentos sejam distribuídos para a população iraquiana. As agências de ajuda humanitária e as forças anglo-americanas precisam agora que as linhas férreas do Iraque voltem a funcionar, para que seja escoado mais rapidamente o material a ser distribuído, informou o general. Nassiriya e outras cidades iraquianas devem receber os suprimentos nos próximos dias.

A Unicef disse que está enviando mais caminhões com água e suprimentos neste sábado. Segundo o porta-voz da organização, o comboio está na fronteira de Habur. Mais de 70 caminhões da Unicef entraram no Iraque nos últimos dias. Neste sábado, o governo australiano anunciou um plano de ajuda aos hospitais do país. Ontem, a Organização Mundial de Saúde pediu que as forças militares e as autoridades civis mantenham a ordem para garantir a segurança em hospitais. Mas existem hospitais que foram inteiramente saqueados.

A França exigiu neste sábado que os Estados Unidos e a Grã-Bretanha garantam a segurança dos civis iraquianos com a onda de saques.

  • É importante que tudo seja feito para a segurança da população. As forças de coalizão presentes no Iraque têm uma responsabilidade particular- disse o ministro das Relações Exteriores da França, Dominique de Villepin.

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