11/04/2003 14h34 – Atualizado em 11/04/2003 14h34
Diversas categorias de policias no Estado estão ameaçando paralisar as atividades. Ontem se reuniram em assembléia na capital, na sede da ACS (Associação de Cabos e Soldados), representantes de oito entidades para discutir ações para pressionar o governo. As entidades encaminharam |documento para Secretaria de Segurança Pública fazendo reivindicações. Etretanto, até ontem, não haviam recebido contra-proposta e nem foram chamados para uma negociação pelo secretário de Segurança Pública, Dagoberto Nogueira. Diferente das outras campanhas de reajuste salarial, dessa vez policiais militares e civis, delegados, bombeiros, oficiais, subtenentes e sargentos estão unidos para uma só luta, de acordo com o presidente da ACS, José Florêncio Melo Irmão. Os policiais militares estão reivindicando um reajuste salarial de 32,48%, de acordo com o IGPM (Índice Geral de Preços de Mercado). A categoria teve um reajuste salarial de 14% no ano passado, o que não repôs as perdas. O salário de um soldado da Polícia Militar, em começo de carreira é de R$ 800,00. Com descontos acaba recebendo de R$ 650,00. Na última paralisação dos policiais militares em 2000, quando a categoria ficou uma semana aquartelada, o governo ofereceu várias vantagens para os militares voltarem ao trabalho. Segundo o sindicalista, o Governo não cumpriu a metade do que prometeu. “Não descartamos uma paralisação”, disse Melo. Os próximos encaminhamentos serão decididos em assembléia marcada para terça-feira, às 15h, na sede da ACS, com todos os representantes das categorias policiais.





