10/04/2003 09h27 – Atualizado em 10/04/2003 09h27
LONDRES — A história da ovelha Dolly, criada por especialistas em biotecnologia, criticada por teólogos e, finalmente, sacrificada por veterinários, não terminou com sua morte. Seu corpo foi empalhado e será exibido publicamente.
Os restos empalhados de Dolly, o primeiro mamífero adulto a ser clonado, foram mostrados à imprensa nesta quarta-feira, no Museu Real de Edimburgo, na Escócia, onde acontece o Festival Internacional de Ciência da cidade.
“Está maravilhosa”, disse uma porta-voz do museu. “Está em pé e tem a cabeça ligeiramente voltada para um lado. Ela costumava ter muitos visitantes humanos e essa era a expressão habitual que fazia quando os recebia”.
O nascimento de Dolly, em julho de 1996, foi mantido em segredo por vários meses enquanto seus criadores acompanhavam seu desenvolvimento. Sua existência surpreendeu o mundo quando veio à tona, em fevereiro de 1997.
Agora, a clonagem de animais de granja transformou-se quase em uma rotina.
Ao contrário de seus robustos parentes que vivem nas montanhas, Dolly era alimentada na boca e morava em um lugar coberto, até que foi sacrificada em fevereiro, aos seis anos de idade, após uma grave doença pulmonar progressiva, provavelmente derivada da clonagem, segundo os críticos da experiência.
O resultado completo da autópsia deve ser divulgado ainda esta semana.
Dolly foi concebida a partir de células congeladas extraídas das glândulas mamarias de sua mãe/doadora, que morreu anos antes de seu nascimento.
Seu criador, Ian Wilmut, do Instituto Roslin, da Escócia, disse que a batizou de Dolly em homenagem à cantora norte-americana Dolly Parton, famosa pelos seios fartos.
Dolly foi a única experiência que teve sucesso em um série de 276 tentativas de clonagem de embriões de ovelhas.
O Festival de Ciência de Edimburgo, que comemora o 50º aniversário do descobrimento do DNA, abrirá as portas para o público na próxima sexta-feira.
(Com informações da Reuters)





