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quarta-feira, 10 de junho de 2026

Dólar reduz ritmo de alta. Bovespa inverte tendência e cai

10/04/2003 10h06 – Atualizado em 10/04/2003 10h06

SÃO PAULO – O dólar comercial opera em leve alta nesta manhã, refletindo o incômodo do mercado com os recentes índices de inflação divulgados. Às 10h21m, a moeda americana era negociada por R$ 3,194 na compra e R$ 3,204 na venda, na mínima do dia, com avanço de 0,28%. Depois de IGP-M e IGP-DI, hoje foi o IPC-Fipe que mostrou aceleração dos reajustes de preços. Já IPCA e INPC, calculados pelo IBGE, recuaram, mas em menor ritmo que o esperado. Já a Bovespa ensaiou uma leve alta nos primeiros minutos de negociação, mas inverteu a tendência e agora registra queda. Às 11h35m, o Índice Bovespa marcava 11.700 pontos, com baixa de 0,49%. O volume financeiro era de R$ 27,4 milhões.

A bolsa paulista caiu 0,16% ontem, minimizando as fortes perdas do mercado americano. Mesmo assim, deve continuar suscetível às oscilações das bolsas internacionais, gerando volatilidade. Telemar PN, ação mais negociada do mercado brasileiro, registra alta de 0,61%. Entre as ações que fazem parte do Ibovespa, as maiores baixas são de Sabesp ON (-2,3%) e Eletrobrás ON (-2%). Já as as altas mais significativas do índice são de Copel PNB (+3%) e Aracruz PNB (+2,3%).

A resistência da inflação frustra os investidores que já apostavam numa queda da taxa básica de juros da economia nos próximos meses. A tendência agora é de ajuste de posições na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), com as apostas de queda dos juros mais concentradas no segundo semestre do ano. O Depósito Interfinanceiro (DI) de maio, que projeta os juros deste mês, está em 26,20% ao ano, com alta de 0,19%. O DI de janeiro de 2004 sobe 0,98%, a 25,69%.

CÂMBIO – No mercado de câmbio, os investidores ainda discutem qual deverá ser o ponto de equilíbrio do dólar e se o Banco Central (BC) vai intervir para impedir que a moeda caia abaixo de R$ 3,00. O patamar atual, de R$ 3,20, é considerado bastante confortável para os exportadores. Apesar da pressão, os operadores descartam uma disparada do dólar, já que a expectativa é de ingresso de recursos via captações externas e exportações.

O cenário internacional, embora em segundo plano, também pode ter influência sobre os negócios. Depois de antecipar o fim da guerra, as bolsas agora operam em baixa, com temores de reflexos do período pós-guerra e repercutindo resultados ruins da economia americana.

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