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quarta-feira, 10 de junho de 2026

Forças curdas e americanas entram em cidade petrolífera à medida que a guerra se move para o norte

10/04/2003 11h07 – Atualizado em 10/04/2003 11h07

KIRKUK, Iraque – Um dia depois de o regime de Saddam Hussein ter entrado em colapso em Bagdá, a guerra dos EUA contra o regime do Iraque se moveu para o norte do país. Forças da minoria étnica curda apoiadas por americanos entraram na cidade petrolífera de Kirkuk nesta quinta-feira. A quarta maior cidade do Iraque caiu sem que houvesse resistência significativa das forças ainda leais a Saddam. O porta-voz da Casa Branca, Ari Fleischer, disse que os EUA reafirmaram à Turquia que as forças armadas americanas controlarão Kirkuk.

  • Nós temos mantido contato com as autoridades turcas, assim como os iraquianos libertados no norte, e acredito ser justo dizer que as forças americanas vão controlar Kirkuk – Fleischer disse aos repórteres.

Os curdos também entraram nas cidades de Khaneh, na fronteira com o Irã, e, em operações conjuntas com as Forças Especiais dos EUA, capturaram campos de exploração de petróleo perto de Kirkuk.

Após a euforia que varreu Bagdá na quarta-feira, a batalha rapidamente recomeçou na cidade, onde marines ficaram sob intenso fogo cruzado num palácio presidencial no norte da capital. A 1ª Divisão dos Fuzileiros Navais, do 5º Regimento, enfrentou guerrilheiros iraquianos armados com fuzis AK-47 e lançadores de granadas pouco depois da meia-noite. A luta começou depois de os soldados americanos terem capturado o palácio e uma mesquita localizada nos arredores. Quando a luta terminou, um marine foi morto e 13 ficaram feridos.

A mesquita seria um bastião das forças leais ao regime e Saddam poderia ter se escondido no local, de acordo com os fuzileiros. Cerca de 20 iraquianos foram feitos prisioneiros de guerra no local. Mas o centro da cidade estava calmo, apenas com explosões esporádicas de armas automáticas – disparadas por soldados iraquianos escondidos em prédios, sob pontes ou em telhados de prédios e casas. As lojas continuavam fechadas. Ao meio-dia, em Bagdá, havia poucos sinais dos saques que ocorreram na cidade no dia da queda do regime.

Aviões de guerra americanos voltaram a atacar Bagdá nesta quinta-feira, disparando bombas contra alvos na margem oeste do Rio Tigre, onde combatentes árabes, não-iraquianos, parecem ter sob controle vários distritos. Houve explosões enquanto aviões dos EUA sobrevoavam o distrito de Al-Mansour, a oeste de Bagdá. Combatentes árabes – vindos de países vizinhos para lutar contra as forças invasoras – controlam ruas de Al-Mansour e outros distritos na parte oeste da cidade.

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