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quarta-feira, 10 de junho de 2026

Stédile defende MS como prioridade na reforma agrária

10/04/2003 13h44 – Atualizado em 10/04/2003 13h44

João Pedro Stédile, um dos coordenadores nacionais do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra) , defende que Mato Grosso do Sul seja incluído entre as regiões prioritárias para a adoção do Plano Nacional de Reforma Agrária do governo Lula. Em entrevista ao Campo Grande News, ele citou como argumentos a predominância de latifúndios pecuários extensivos, as terras serem férteis e o clima é ideal para a policultura. A questão geográfica também é lembrada. Stédile cita que o estado está próximo a grandes centros consumidores. O norte do Paraná e a Zona da Mata, no Nordeste, seriam regiões com condições semelhantes. O líder do MST não associa a tensão no campo para citar o estado como prioridade. “Pobre e sem-terra tem em todo o Brasil”, disse.

Ele explicou que o Plano Nacional consta as promessas de campanha de Luiz Inácio Lula da Silva para o setor agrário. Entre os aspectos estão a desapropriação de latifúndios maiores, aliar a reforma agrária com a agroindústria, levar escolas para os assentamentos e mudar o modelo tecnológico voltado para o agrotóxico e apostar em agroecologia. Stédile acredita que em maio o governo federal começa a discutir a adoção do Plano.

Stédile está de passgem por Campo Grande nesta manhã a caminho de Bonito, onde participa da abertura do 12º Congresso Estadual de Educação.

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