02/04/2003 09h22 – Atualizado em 02/04/2003 09h22
O secretário de Defesa americano, Donald Rumsfeld, negou nesta terça-feira que os Estados Unidos estejam negociando com o Iraque o fim da guerra.
“A única coisa que a coalizão discutiria com este regime é sua rendição incondicional”, afirmou o secretário numa entrevista coletiva no Pentágono.
Rumsfeld disse que o governo do presidente Saddam Hussein estava plantando boatos de que representantes do governo americano estavam conversando com líderes iraquianos, com o objetivo de convencer os iraquianos de que “a coalizão não pretende acabar seu trabalho”.
“Não existem negociações em andamento”, afirmou Rumsfeld. “Não existe a possibilidade de esta guerra acabar deixando Saddam Hussein e seu regime no poder.”
Dúvidas sobre Saddam Hussein:
Rumsfeld também disse que não sabia o paradeiro do presidente iraquiano ou mesmo se ele está vivo ou morto.
Saddam Hussein fez dois pronunciamentos na televisão iraquiana desde o início da guerra, em 20 de março, mas não se sabe porque ele não falou pessoalmente nesta terça-feira, quando o ministro da Informação do Iraque, Mohammed Saeed Sahaf, leu um discurso em seu nome.
Rumsfeld disse que as tropas americanas e britânicas estavam fazendo progressos, posicionadas ao redor da capital, Bagdá, do norte, sul e oeste. “O círculo está fechando”, afirmou o secretário.
Ele disse ainda que os ataques aéreos da coalizão são poderosos, constantes e precisos e que os comandantes iraquianos estavam perdendo a habilidade de se comunicar com as tropas.
O general Richard Myers, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, que também participou da entrevista, defendeu a estratégia militar usada no Iraque, criticada por subestimar a resistência do Iraque e por prever o envio de um número muito pequeno de tropas.
Myers disse que os militares que criticam o plano “não estão sendo membros responsáveis da equipe que organiza a operação. Este tipo de comentário não ajuda”, afirmou.
Ele disse também que o general Tommy Franks, comandantes das forças no Iraque, havia recebido tudo o que pediu em termos de recursos e liberdade para agir.
O Pentágono anunciou que o número oficial de militares mortos na guerra aumentou para 46, três a mais do que na segunda-feira.





